Quem tem medo de “Eu te amo”?

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Eu!!! Eu tenho!! Me escolhe aqui!

Foda isso.

Mas, é a verdade. Não tem nenhuma expressão que me assusta mais. Sabe aqueles filhotinhos que saem correndo pra pegar a bolinha, mas não conseguem brecar e batem na parede? Eu sou o filhote e o “Eu te amo” é a parede.

É sempre de surpresa, eu sempre acho que vai demorar pra acontecer, mas aí acontece e eu fico lá, mais desconfortável que um cachorro andando nas patas traseiras, porque não tem o que fazer. Quando a pessoa já falou não tem como ignorar, mudar de assunto, falar que “vai pensar mas depois te liga”, você só tem duas opções: Falar de volta, ou fazer qualquer outra coisa e magoar profundamente o outro.

Eu sempre vou pelo “eu também”, acho democrático, você não está dizendo exatamente o “EU TE AMO”, você disse “eu também” e isso pode servir pra várias coisas, é tipo quando alguém diz “gosto de pastel” e você responde o que?? EU TAMBÉM! (porque é óbvio que todo mundo gosta de pastel, aliás, desconfie de pessoas que não comem fritura, elas não podem ser do bem).

Fato é que ninguém quer magoar o coleguinha, mas ás vezes, simplesmente não dá pra mentir, porque aquilo parece estar TÃO longe da sua realidade, tão longe do seu “Gosto muito de você, mas acho que é isso”, que a expressão simplesmente não sai. Você queria muito, mas não sai. E ai eu fico me perguntando quanto é que a gente precisa gostar pra poder falar sem medo, cadê a métrica? A tabela que diz que se eu gostar de você 7,4 já posso dizer que amo sem culpa mesmo você gostando de mim 9,2. Como é que a gente mede o quanto gosta?

Sempre tive essa dificuldade. No começo as pessoas falavam “quando você sentir você vai saber…”, mas isso é mentira, às vezes você não vai saber e vai descobrir só depois ou você vai saber (que não é), mas vai dizer mesmo assim, porque queria muito que fosse.

É por essas e outras complicações que quando eu escuto “Eu te amo” a minha vontade é de sair correndo e só parar quando chegar no Acre. Só pra não ter que lidar com o conflito mental: Respondo ou finjo um desmaio?

Eu queria muito concluir esse texto com alguma coisa que ajudasse vocês a lidar com essa situ, mas visto que eu mesma não to sabendo o que fazer, deixo vocês com esse print esclarecedor.

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Cadê o bom senso?

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I know, I know, eu ando meio sumida, mas a culpa não é minha, é da vida, culpem a vida. A vida e a falta de bom senso, eu não sei o que anda acontecendo com o mundo, mas alguma coisa claramente anda acontecendo porque não é possível!

Vamos começar com o meu professor. Eu tenho um professor, uma vez por semana ele me dá uma aula à noite que toma 4 horas do meu dia. Esse mesmo professor tem ciência que em outros 3 dias da semana eu, e todos os outros alunos da sala, temos 3 outras aulas diferentes, todas também com 4 horas e que 90% da classe tem empregos, de 8 horas diárias no mínimo porque temos contas pra pagar. Além disso, nós ainda comemos, dormimos e moramos em São Paulo, o que nos faz gastar 1 hora e meia em trajetos de 15 minutos. Mesmo sabendo de tudo isso este ser humano escolheu mandar três entregas de trabalhos semanais SÓ para a aula dele. Agora fala pra mim, onde está o bom senso? Porque sinceramente não é uma questão de preguiça, é uma questão de “O dia tem só tem 24 horas meu querido, nem tudo é sobre você”.

Mas então estávamos na balada e chega um cidadão falando DENTRO do ouvido da minha amiga – saudades espaço pessoal – e ele diz:

– Blá,blá,blá.. é que eu não sou de São Paulo… 

Migo isso está claro, pelos seus modos deve ter vindo de um buraco na selva ALOW MOGLI!

Mas é claro que a minha amiga, que é uma pessoa fina, apenas deu um passo a frente para se distanciar do Menino Lobo. Após repetir esse procedimento pela terceira vez sem sucesso, eu resolvi intervir porque eu não tenho noção do perigo e não consigo assistir homem sendo escroto sem fazer nada. Então com toda a minha assertividade eu disse “Some, ela não quer nada com você” e ainda fiz um Xô com a mãozinha. Lembrando que eu tenho 1,59m então essa sou eu arrumando a encrenca:

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Eis que vira o menino:

– Peraí, comigo não funciona assim, ou você vai ser educada e eu vou embora…

E eu interrompo…

– OU EU CHAMO O SEGURANÇA E VOCÊ SAI A FORÇA

Então sim meus queridos, ele preferiu que eu chamasse o segurança, que teve que pedir “gentilmente” que ele ficasse longe ou teria que “se retirar” do estabelecimento. E ele pagou esse mico desssssssnecessário e ainda teve que aquentar a minha cara de Eu Te Avisei. Agora me fala, precisava? Cadê o bom senso gente?

Também tivemos falta de bom senso nos meios de transporte, começando pela galera que curte fazer protesto nos horários de pico NA PUTAQUEOPARIU DA SEXTA FEIRA só pra fechar a paulista e causar com a vida de quem só quer chegar em casa. Só te digo uma coisa, pode ser protesto pra ter Feriado do Bacon que eu não vou apoiar. Apoio apagar o sol, mas não apoio causa de quem fecha a paulista na sexta. Serião gente, faz na segunda que já é um dia merda. Mas não estou aqui pra dar ibope pra tumulto, estou aqui pra falar da menina que me fechou no transito. Estava eu bonitinha na minha faixa, no maior transito monstro, eis que uma linda simplesmente imbica o carro na minha faixa, sem dar seta, sem por a mãozinha pra fora, sem pedir “por favor”, sem me esperar passar, sem ter educação, sem nada. Oi? Depois se eu levo o seu retrovisor você reclama.

E para terminar o boy que demorou 6 mensagens ignoradas pra entender que a minha amiga não ia responder. Seis. Em dias diferentes. Sendo que 4 eram emojis e a última dizia “Bye- Bye”. Oi? Bye- bye que quem? Ela não deu nem oi. Eu fico pensando o que passou na cabeça desse rapaz. Uma das do meio era “Ta difícil a comunição”, meu querido, você está mandando mensagem para um aparelho que fica grudado na menina 24 horas por dia e te avisa que a mensagem foi enviada, a única dificuldade que tem aqui é a sua de compreensão. Não ter uma resposta também é uma resposta. 

É claro que muitas outras coisas aconteceram pra eu me revoltar com essa sociedade horrorosa, mas por enquanto é isso. Agora você que está lendo, pensa na sua vida, pensa se você também não está faltando com essa coisa invisível que só os inteligentes enxergam chamada bom senso, porque ninguém gosta de conviver com gente escrota. É sério. 

Os meus adjetivos

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Meu amor por adjetivos começou cedo. Louca. Foi o primeiro. Sabe, a beleza de ser chamada de louca é que ninguém te julga (ninguém te leva a sério também, mas isso são outros 500), você pode ameaçar tomar Veja Banheiros, cagar bolinhas de gude, discutir Harry Potter em público e cantar Moulin Rouge a plenos pulmões. Ninguém liga, porque, afinal, você é louca.

Eu adorava o meu adjetivo, mas aí comecei a namorar um cara que não queria namorar uma louca. Ele não gostava de loucas, ele gostava de discretas, mesmo assim ele gostou de mim, então eu joguei toda a minha purpurina fora e fui ser uma discreta. Era esse o meu novo adjetivo. Mas não tinha graça, nem máscaras de carnaval e roupas coloridas, e, aos poucos, eu percebi que esse adjetivo não era meu, era dele, do namorado, eu só tinha pego emprestado. É como quando você compra aquele vestido P mesmo tendo plena consciência que você é um M, com a promessa de que você vai emagrecer para o verão, mas ai não emagrece e fica triste toda vez que olha pra o vestido lá, mofando no armário.

E foi isso que aconteceu, meu vestido P me deixava triste, porque eu sabia que eu sempre seria um M. Eu sabia que discreta não era pra mim. Então deixei o vestido, fugi do país e fui pra Londres espairecer.

Eu nunca tive tanto adjetivos num período tão curto de tempo. Começou com o óbvio, brasileira, mas em pouco tempo eu virei legal, dai veio o engraçada, o sexy, e finalmente o meu preferido o fofa. Gostava mais desse porque quem me deu esse adjetivo foi um rapaz que eu amei, ele era meu vestido M e gostava de mim com toda a minha purpurina. E eu gostava dele porque ele me deu um adjetivo que me cabia. É difícil achar um só adjetivo pra ele, mas se eu fosse obrigada a escolher, eu diria ideal. Eu sei, é sem graça, mas é o que ele era: Ideal. Duvideodó que alguém nesta terra conseguisse achar um defeito neste moço era tudo que você sempre sonhou em um rapaz, embrulhado pra presente, com um sotaque francês. Ideal e só.

Aí tive que voltar do sonho britânico e encarar esta barra que é gostar de um moço que mora em outro país. E do meu fofa, tão lindinho, eu fui pra o apaixonada (não tão lindinho). Gostaria de saber quem foi que disse que se apaixonar é legal? Porque não é, então avisem seus amigos e vamos ver se a gente se livra desse mal que esta se espalhando mais que o ebola. Enfim, depois de meses de espera e mensagens trocadas no facebrookson, fui para França e encontrei com o rapaz, só pra descobrir que não. Não era verdade, ele não tinha saudade e já não pensava muito em mim, muito menos queria viver pra mim, visto que já estava namorando outra moça bem da sem graça, com cara de picolé de chuchu.

Então eu joguei o apaixonada no rio e voltei pra casa com o megera. Megera é um ótimo adjetivo, megeras não se apaixonam, eu podia friamente dispensar todos e sair por ai rebolando, linda, divônica, inacessível. E aí… E aí Brasil? Me fala o que aconteceu?! Óbvio que foi neste momento de iluminação e felicidade plena da minha vida, que me aparece um moço lindo, inteligente, culto, estiloso, que toca 20 instrumentos e sabe mexer no Excel. E QUE QUASE DESTRUIU A MINHA SANIDADE MENTAL. O ex.

Aí eu sai do megera, dei uma passada rápida no depre, mas dei a volta por cima e me coloquei linda bem em cima do vacinada. Vacinada para o amor. Você disse que ia ligar, mas não ligou? Ok, porque eu sou vacinada. Você deu em cima da minha amiga? Ok, porque eu sou vacinada.

Mas aí várias coisas aconteceram, dente elas: A Volta Dos Que Não Foram estrelando meu ex sendo um cachorro e o episódio lindo do bonito que pegou outra na minha frente (que já foi comentado aqui anteriormente), e do vacinada eu fui para o fria que, diferente do megera, não tem aquele status deuso de vilã da Disney, fria é só alguém que já se ferrou tanto no amor que se enterrou num poço, onde sentimentos e pessoas são tão descartáveis quanto copos plásticos em festa open bar.

Foi nesse momento é que a coisa começou a ficar feia. Eu não queria o adjetivo, mas, eu tinha que admitir que esse me cabia muito bem, bem demais eu diria e, diferente dos outros, esse foi ficando, porque ser fria é mais fácil, você não sofre, é tipo sequestro de banco: ninguém entra e ninguém sai.

E agora aqui estou eu, procurando alguém pra me ajudar a mudar meu adjetivo. A principío eu queria que viesse de um sincero, porque eles são sempre melhores quando se trata de doar adjetivos, mas também podia ser um apaixonado ou um apaixonante que eu juro que não ia ligar. Talvez pudesse ser um incrível, que também me achasse incrível e então poderíamos ser incríveis juntos, ou um intenso, para que tivéssemos adjetivos complementares. Ele podia usar o short e eu a blusa, sem vestidos dessa vez. Eu até pensei em mudar eu mesma meu adjetivo e acabar logo com essa presepada, mas sabe, adjetivos são como apelidos, tem que vir dos outros, se não, não pega.

Então é isso, meu coração tropical tá coberto de neve e eu estou aguardando o bofe, ou a viagem, ou seja lá o que for que vai conseguir mudar qualquer coisa aqui. Está lançado o desafio! Matem-se!

“Ele tá vindo amiga…AJA NATURALMENTE”

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Gostaria de começar dizendo que eu não sei por que as amigas fazem isso. Afinal de contas TODO O MUNDO sabe que, a partir do momento que você diz pra alguém agir naturalmente a pessoa vai virar um Gremlin, é como quando alguém fala “não olha agora” e antes da pessoa terminar a frase você já está transtornada virando para todos os lados. Mas o causo é que quando isso acontecia comigo, eu (ao invés de ser normal) tentava ser sexy, porém eu não sei ser sexy. Sabe, eu sou engraçada, esperta, interessante, modesta, mas sexy… Isso eu não sou.

Ao que parece, todas as vezes que eu tento mostrar essa “sensualidade da mulher brasileira” que existe em mim, meu cérebro para de funcionar, a função motora da defeito e eu começa a andar torto e babar. E é exatamente nesse momento, que o carinha que eu estou tentando conquistar, olha pra mim. Obrigada universo.

Eu já tentei de vários jeitos. Teve uma época em que eu comecei a dançar balançando o cabelo, porque um cara tinha me dito que eu ficava sexy dançando assim, daí claro, levei isso pra vida e passei a dançar balançando o cabelo sempre e, levando em consideração a minha falta de conhecimento no assunto “Ser Sexy”, eu cheguei à conclusão que quando mais eu batesse o cabelo pra dançar, mais sexy eu seria. Porque não né?! Resultado: Eu virei um cosplay da menina do Exorcista dançando. #EspantaBofe

Outra época eu cheguei à conclusão que dançar sexy era rebolar (eu não sei por que eu cheguei a essa conclusão). Passei a rebolar horrores, funk era comigo mesmo, até minhas amigas olhavam pra mim com cara de “amiga, para“, mas eu segui na minha empreitada de rebolar feito uma louca até que um dia um bofe, QUE ESTAVA COMIGO, falou: “Querida, que vergonha de você”. Ele falou brincando, massssss… nem tanto. Resultado: Inês Brasil estava quase me chamando pra lançarmos uma dupla.

Sabe, ser sexy é complicado porque você nunca sabe onde acaba o sexy e onde começa o vulgar, o estranho, o torto caindo baba do canto da boca, bom, pelo menos eu não sei.  É uma linha tênue, quase imperceptível e que também depende do ponto de vista de cada um, e eu definitivamente não tenho estrutura pra isso.

Nessa época eu já estava começando a desconfiar que talvez sexy não fosse a minha praia, mas dai começou o boom das selfies. Era um tal de selfie na academia, selfie na praia, selfie mordendo o beiço e eu pensei: “Poxa, mas se todo mundo consegue sair bem nessa merda, eu também devo conseguir”. Pensei errado. Aí comecei a assistir aquele programa “The America’s Next Top Model”, pra ver se eu aprendia alguma coisa sobre como sair bem em fotos, e lá eles diziam que você tinha que “sorrir com os olhos”.  E daí pronto, passei a usar essa técnica sempre. Resultado: Eu, não só, passei a sair com cara de susto EM TODAS AS FOTOS, como também tive que escutar das minhas amigas “nossa amiga, mas que cara é essa que você fez?!“. Sorri com a boca mesmo que é melhor, querida.

Eu queria poder dizer que era recalque, mas era sinceridade mesmo. A partir dai eu tive certeza que teria que começar a trabalhar outras qualidades se quisesse ter sucesso na hora de conquistar um bofe e foi ai que eu foquei na coisa da simpatia. Sabe gente, eu descobri que se tem uma coisa que importa na hora da conquista é ser legal. Você pode ser sexy, magra, linda, gostosa, rica, ter os glúteos mais duros da galáxia, se você for uma chata dos infernos, nada vai adiantar.

Então se tiver que escolher ser alguma coisa, seja legal, vale mais que um bom rebolado, conselho de Diva.

O álcool e o meu celular.

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Eu acho que alguém tinha que inventar um aplicativo que coloca o seu celular no modo de emergência e só permite que você ligue para a polícia, os bombeiros ou o 99táxis todas as vezes que você tenta usar o celular bêbada. Porque se tem duas coisas que não combinam nessa vida, é o álcool e o seu celular, juntos na mesma balada.

Eu não sei o que acontece, mas parece que quando você fica bêbado as pessoas que estão com você simplesmente não bastam, você pode estar com 50 amigos, 2 peguetes e 5 prospects, não interessa, os contatos do Whatsapp que não estão presentes vão sempre parecer mais interessantes. E é exatamente aí que mora o perigo, porque a maioria dos contatos que não estão na festa normalmente estão sóbrios, e você… Bom, você não.

Isso sem contar que bêbado é uma desgraça né?! Você nunca sabe a hora de calar a boca, tudo que você está fazendo, seja vendo grama crescer ou dando em cima do mocinho do bar, parece uma notícia digna de capa de revista.

E a intimidade então? Se der o celular na minha mão eu sou capaz de mandar DM até pro Caio Castro dizendo: E aí gatinho, onde você tá?!

Saudades senso do ridículo.

Bom, seguindo essa linha de pensamento, eu resolvi que levar outro celular (mais baratenho e passível de roubo) para a balada seria uma brilhante ideia, já que eu não ia ter que me preocupar em perder o celular (que me custou um rim e dois dedos do pé), nem tampouco correr o risco acabar os romances que ainda nem começaram, eu mataria 2 coelhos com uma caixa d’água só não é mesmo???!! Não, porque por algum motivo bizarro (mea culpa, mea máxima culpa), o meu Whatsapp sincronizou os contatos dos dois celulares, ou seja, logo no primeiro final de semana eu já fiz o favor de mandar mensagens para TODOS os meus contatos do app.

O pior de tudo é que não eram mensagens normais, do tipo: Eai!

Eram coisas completamente sem noção, do gênero: “Onde você tá?!” dedicada ao Carinha Que Eu Ainda Não Peguei, “Qual é a boa de hoje?” dedicada ao Meu Ex, ás 3 da manhã (porque timing é tudo na vida), “Comom você tá, vamos sair?” dedicada ao Meu Amigo Que Está No Intercâmbio, ás 4:30 AM (novamente com o timing) e finalmente “Passeiz na frent do burdog e lemlbreu de vicê” dedicada ao Meu Amigo Gato por volta das 5 da manhã (eu não faço ideia do porque eu mandei essa).

É claro que tiveram muitas outras, contando com uma conversa inteira por áudio com uma amiga, contando sobre os perigos de se pegar um ônibus sozinha na madrugada de Londres.

Na manhã seguinte eu não sabia se mandava mensagem avisando “mal ae galera”, se só fazia a Shakira e fingia que nada a aconteceu ou se cavava um buraco no chão, me jogava dentro e pedia pra alguém cimentar, me poupando de ter que encarar aquelas pessoas algum dia. Mas, como era de se esperar, meu bom senso venceu a ressaca e eu fiz a completa louca e optei pela segunda opção. Afinal de contas, maturidade e seriedade sempre né gente?!

Se não for leve, que o vento leve.

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Acabei de tomar um pé na bunda.

TA- DAAÁ!!

Por Whatsapp.

TA- DAAÁ!!

Bem vindo ao Essa É Minha Vida. #risos

Conheci o menino, já estava pegandinho ele a mais de mês, ele era um fofo, mandava mensagem, deu parabéns no aniversário, curtia geral as fotos no insta, cheio de dengo pro meu lado, chamou pra sair (só chamou tá gente?!), me ligou (que tipo de pessoa não apaixonada faz isso em 2014?), casou comigo uma festa inteira, IA NA MISSA DE DOMINGO (!!!!!), você pensa que uma pessoa dessa deve ser de bem né?! TEMQUE ser de bem! Mas, os padres pedófilos estão ai pra provar que não é só de santo que vive a igreja, e seguindo esse exemplo está…

Rufem os tambores…

MEU BOFE!

Vou contar uma história pra vocês, que começou quarta passada, quando eu estava conversando com o indivíduo e comentei que eu IA nesta festa. Perceba, eu não disse “acho”, eu não disse “talvez” e com certeza eu não disse “existe a possibilidade”, agora me diga você, caro leitor, qual outra interpretação uma pessoa pode ter da frase “Eu vou na festa” que não seja a que o eu, que no caso se refere a mim, vai na porra festa? Nenhuma.

Ok, guardem esta parte da história que é importante.

É claro que depois de quarta ele fez o Mister M e sumiu, porque estava muito ocupado pegando outras trabalhando muito, mas, como eu já sou vacinada, achei de bom tom dar um alô pro moleque, nada muito sério, algo nas linhas de “Oi! To viva ta?!”, e pensando assim mandei um Whats perguntando da festa. Às 10 da noite. Agora me fala, vocês receberam a resposta?

Nem eu.

E nem preciso entrar no mérito do “eu sei que ele viu porque o Whatsapp é dedo duro”, porque já conversamos sobre isso aqui e eu não quero ser repetitiva.

Bom, ok né?! Geral feliz, geral na festa se divertindo, eu já tinha visto o cidadão, ele também já tinha notado a minha presença, visto que, ele não é cego e eu tenho o dom de me fazer ser notada, mas estava na minha, esperando ele fazer as vezes de cavalheiro e vir me cumprimentar. Tudo estava indo bem, quando de repente visualizo o limmmdoo enfiando a língua na garganta de uma quenga, obviamente que nesse momento fui possuída pelo ritmo ragatanga, mas, sendo a dama que sou, lidei com a situação da maneira mais adulta possível.

Bebendo sozinha o open bar inteiro da festa e contando a história pra todas as mulheres do banheiro, óbvio. A inteligência emocional mandou um grande beijo.

E aí que 18 copos de vodka depois, momento esse que eu já tinha perdido a classe, a noção, a paciência e um brinco, eu fui falar com ele, porque eu não sou tuas nega, e o menino vira e me diz “Puts, nem tinha te visto” e eu respondo “Eu te vi… pegando outra menina” #fofa. Dai começou aquela série de explicações, porque “eu não sabia que vc estaria aqui” (oi? #perdadememória) e blábláblá… Enfim, deu aquela enrolada. Eu sorri, virei as costas e sai rebolando. Eis que, eu não tinha nem chegado até o andar de cima o menino vem correndo, pega no meu braço e pergunta “Você tá bem?”.

Nesse momento eu fiquei na dúvida entre fazer a Nazaré Tedesco e jogar o cara escada abaixo ou só responder, mas decidi apostar na segunda opção e respondi, sorrindo claro, “Obvio que não! Já bebi o bar inteiro pra ver se eu esqueço o que eu vi lá em baixo” só faltou o seu idiota no fim, mas essa parte eu guardei pra mim. E então minha amiga, que é a melhor amiga que existe nessa terra, teve o tato de me puxar e dizer pra ele, desculpa, mas você não vai falar com ela agora porque ela está bêbada, amanhã, se ela quiser vocês conversam. Depois disso eu bebi mais um pouco e fui levada pra casa, porque já não tinha mais condições de eu ficar lá.

Acordo no dia seguinte com a ressaca do milênio, pego o celular e encontro um segundo testamento inteiro, mandado pelo bofe no meu Whats. A mensagem, além de discutir o sexo dos anjos, os conflitos entre Israel e a Palestina e se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha, falava basicamente que ele gosta de mim e que em outros tempos eu seria a menina ideal, porém, já passou por muitas desilusões amorosas (só ele viu?!) e nesse momento não está a fim de se envolver com ninguém, que gosta também de outras meninas e está saindo com todas sem a menor intenção de ter alguma coisa séria. Ou seja: Está tocando o puteiro mesmo. E que ele entende que eu não vou aceitar isso, mas que agora, apesar de gostar de mim (me ama, da pra perceber no brilho dos olhos né?!), ele não tem a intenção de me colocar como a única. Em grosseiras palavras: Estou te dando um pé na bunda, um beijo carinhoso.

Se doeu? Claro que sim! Se eu chorei? Rios de lágrimas! Se ele sabe disso? Óbvio que não. Fui pra casa da minha amiga e contei toda a novela, já estava pronta pra não responder nada, eis que, vira o namorado dela e diz “Responde sim, diz pra ele, thanks for the update (o namo dela é meio gringo)” e foi exatamente isso que eu fiz, bem em baixo do pergaminho que ele me mandou eu escrevi:

haha tks for the update

tá tranquilo

bjs

Atente para a risada no começo, já que, como vocês já devem ter notado, bom humor é indispensável pra mim.

Agora antes que me crucifiquem aqui, vamos esclarecer: Racionalmente eu sei que o menino não fez por mal, porém, nesses momentos as pessoas não costumam ser muito racionais e eu sou uma pessoa, então tenho esse direito.

E agora como se esse post já não estivesse grande o suficiente eu vou contar outra história, um: porque eu achei essa história muito legal e dois: porque eu estou a tempos sem escrever então acho que vocês ainda estão com paciência pra ler.

Uma amiga foi pra um show quinta passada na abertura da copa e um cara que ela tinha saído no domingo anterior, pra ir ao cinema #casalzinho estava lá, acontece que o cara é um grude só e ela estava morrendo de medo que o cara ficasse grudado nela. Só que, em dado momento, ela viu o cara com outra e, não satisfeita, ela mandou uma mensagem pra ele dizendo:

você ta namorandinho?

eu tbm

E ai ela ficou com outro cara que ela sempre fica e pagou esse mico desnecessário, porém, insanamente divertido, fazendo o meu dia de hoje ficar menos cinza. Obrigada por isso.

E agora eu termino esse post com um ensinamento do Dalai Lama, não pera, é da Dori mesmo, sempre confundo os dois (to muito engraçada hoje #SQN).

Déjà fu: Aquela sensação de que você já se fudeu assim antes.

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Ao contrário do que muitos pensam Murphy não é uma lei, é um bonde que atropela a vida das pessoas diariamente. É tipo uma privada que cai do céu, podia acertar qualquer um, mas foi VOCÊ o infeliz que passou por ali na hora errada.

Por exemplo:

Já percebeu que quando você sai linda e montada de casa, pronta pra encontrar o amor da sua vida, o metrô esta vazio, no ônibus só tem traste e o gatinho do escritório tirou o dia de folga?! Agora quando você acorda atrasada, sai louca e sonada com aquele rabo de cavalo safado, de quem não teve tempo de lavar o cabelo, com o batom na orelha e a meia trocada, aí minha filha, pode ter certeza que TODOS OS HOMENS BONITOS DO BRASIL vão cruzar seu caminho. Rodrigo Santoro vai sentar do seu lado no ônibus e você vai passar o resto do dia se perguntando “Porque, Deus?”.

Quem nooooonncaa????

Juro, às vezes a angústia é tanta, que eu tenho vontade de correr até o cidadão e dizer: “Oi, tudo bem? Só queria te dizer que eu não sou assim, tá?! Na verdade eu sou linda, é que excepcionalmente hoje eu não tive tempo de me arrumar, mas confie em mim, eu sou a mulher dos seus sonhos, inclusive se eu fosse você anotaria meu telefone”.

E na balada então?! De cada 30 baladas que você vai, em 29 você se comporta. Faz aquele esquentinha báaaasico, toma uns dois drinks E PARA POR AÍ, mantém a classe, a elegância, a dignidade de lady e não encontra ninguém óbvio, porque nessas ocasiões só tem “esquisito” na festa. Agora naquela UMA baladinha, aquela de terça, que você pensou “Quem vai na balada de terça? Vou aproveitar pra enfiar o pé na jaca. Vamos nos permitir”, saiba que no exato momento em que você teve esse pensamento, o universo estava conspirando para que todos os caras que você JÁ pegou e que você QUER pegar, se encontrassem na mesma balada, no caso, a que você está indo…. Bêbada. Amo.

Aí você já chega no estabelecimento alucinada e, em menos de cinco passos, descobre que o lugar está um campo minado, qualquer escolha errada e você perde todos os bofes que trabalhou tão arduamente para conseguir. Eu gosto de chamar esse episódio da minha vida de Receita para o Apocalipse (sim, isso aconteceu comigo).

Óbvio que deu tudo errado, visto que o meu “eu bêbada” é infinitamente menos esperto do que o meu “eu sóbria” e até o fim da noite eu já tinha feito um estrago considerável na minha vida sentimental. Mas o mundo continuou girando, o meu cabelo continuou crescendo e eu sobrevivi. Então se você, minha amiga, também foi atropelada pelo bonde da Lei de Murphy e está aí sofrendo, ou se você simplesmente encheu a cara e fez um monte de cagada, estou aqui pra te dizer, você não está sozinha. E não se preocupe, o tempo vai passar e tudo vai se resolver, confie em mim.

Mas tem uma coisa, se eu cruzar com esse cretino desse Murphy na rua, eu vou encher a cara dele de porrada, porque ninguém merece essa sina né gente, convenhamos.