Maturidade, esse monstro que come criancinhas.

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Sabe, é difícil admitir, mas chega um dia que a gente precisa reconhecer que cresceu. As festas de faculdade já não têm mais pessoas da sua idade, seus amigos começam a casar, encarar a ressaca já não é tão fácil e o principal: a gente começa a pensar no que faz.

O principal sinal de que você já é um mocinho (a) crescido (a), é quando você quer muito fazer uma coisa, mas não faz porque SABE que vai dar merda em algum momento. E eu tenho feito muito isso, então tenho conhecimento de causa pra dizer que é uma merda. A sua consciência está constantemente de traindo, é como se o lado do anjinho ganhasse 90% das suas discussões mentais. Mas tudo bem porque em algum momento todos teremos que passar por isso, te faz uma pessoa melhor, ninguém gosta de gente infantil.

Mas as vezes, bem as vezes, você se pega pensando como seria tão mais fácil só fazer as cagadas e tudo bem, depois você resolve, as vezes a gente é maduro por costume e não por vontade. Digo isso porque recentemente eu me ferrei, pra variar (risos, muitos risos), com um moço graças a minha maturidade e, não que eu esteja arrependida, porque eu não vou dar o braço a torcer sei que no fim das contas foi melhor assim, mas digamos que se eu pudesse voltar no tempo alguns capítulos da história sofreriam leves modificações.

Mas enfim, senta que lá vem a história.

Começou com o clássico, garoto conhece garota, acontece que, o garoto não valia nem um um tufo de cabelo velho e a garota valia pelo menos o último gole do Yakult. E aí que a garota, que no caso sou eu, não pegou o cidadão, mesmo tendo inúmeras chances, porque ela sabia que, se ela pegasse, ele provavelmente sumiria da vida dela forevis e ela não queria isso, porque apesar de tudo, o cara era legal e eles se davam bem. Então ela chegou a conclusão que era melhor ter um amigo putão, porém insanamente legal, do que um ex peguete legal, porém cafajeste. #alinhandoexpectativas

Porque amigos fazem diferença na vida da gente, ex peguetes não.

E sempre tem aquele lado Sandy do seu cérebro que acha que um dia ele vai deixar de ser cafajeste e aí quem sabe né?! Tudo pode acontecer… Tudo, inclusive ele conhecer uma quenga e começar a sair com ela. Né?! A gente nunca pensa na pior das hipóteses.

Bom, nem preciso dizer que eu rodei, que eu estou com um ódio mortal dessa mina e espero que ela fique careca nas próximas 24 horas (ti cuida mina, que a minha praga pega). Se a culpa é dela? Não. Se é justo? Não. Se eu estou ligando pra isso? Não. Eu sei que eu não tenho direito de sentir ciúmes porque a cagada foi minha, que não sei o que quero da vida e fico querendo controlar o mundo e, como disse minha amiga, “Não vem com essa, porque eu te conheço e se você quisesse mesmo tinha pego”. Mas paciência, não é questão de ter direito ou não, eu não estou indo lá bater na porta dele pedindo explicações, eu estou tendo o meu chilique aqui, quietinha, acendendo a vela da macumba sem fazer escândalo.

Masss… Agora que a cagada já está feita, o que me resta é deletar este bofe da lista de possibilidades, ligar o foda-se e esperar minha amiga que está voltando de viagem em 3 semanas me trazendo um batom mara e que vai comigo para todas as gandaias deste planeta.

Porque bofes podem ser passageiros, mas amigas que te trazem maquiagem de London, essas são pra vida toda.

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A sua falta de jeito

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Entre amores e desamores você apareceu. Não era, nem um, nem outro e levando em consideração o luminoso “Eu Sou Piranhão” que piscava na sua testa, eu logo decretei:

– Esse não serve pra mim.

E por saber disso assim tão prontamente, me joguei de cabeça, e fiz uma coisa que há muito tempo não fazia. Fui eu mesma. Porque se não servia, não precisava me preocupar com “o que ele ia pensar de mim se…”.

Não sei bem se foi o relógio vermelho, o cabelo comprido, a cara de doido ou a simetria entre a sinceridade brutal e a indiferença fingida. Mas tinha alguma coisa ali que me dava a nítida impressão que, apesar de não acreditar em uma palavra do que ele dizia, era a pessoa mais sincera eu ia conhecer naquele lugar. Loucura né.

Bom, a sua falta de jeito seguiu pela noite. Uma, duas, três vezes, mas ao invés de me enfurecer, aquilo me fez rir. Muito. Eu me diverti com o fato de ele ser diferente de todos ali. Porque ele era. Visivelmente. E me vi, em todas as vezes que era EU a diferente da história, talvez fosse por isso que eu não levei a mal as loucuras que ele disse. Não vou dizer que eu entendi porque isso seria groselha, mas eu aceitei.

A coisa toda não teve teatrinho, foi meio natural, eu acho, as coisas simplesmente foram acontecendo e quando eu vi ele já estava comigo, não teve cara de história de amor. Porque não era. Não é.

Se vai ficar eu não sei, mas espero que fique. E que me faça rir outras vezes, e que um dia tire o “Eu Sou Piranhão” da testa. Não por mim, mas por alguém que o faça se sentir bem.

Enfim, queria aqui declarar meu bem querer por esse recém-chegado. Sem expectativas, nem planos mirabolantes para o futuro. Um bem querer agradecido, por alguém que, me permitiu ser exatamente o que eu era, sem julgamentos, nem repressões.

Ao Menino Homem dos Sapatos Coloridos.