Porque eu sou louca.

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Porque eu sou louca eu vou achar que você tem boas intenções até que se prove o contrário. Eu vou sorrir e acreditar no que você disser, mesmo quando a desconfiança for grande e a história não fizer sentido. Porque como eu sou louca, eu acho que quem gosta da gente não tem motivos pra mentir e correr o risco numa idiotice com um potencial tão grande de dar merda. E já aviso: Eu vou achar que você gosta de mim, caso você passe a me dar atenção diária e sair comigo semanalmente, não porque esse comportamento dê qualquer tipo de margem para tal, mas porque eu sou louca, é claro.

Porque eu sou louca eu vou começar a criar sentimentos por você depois de alguns meses. Eu sei que a maioria dos seres humanos normais só faz isso depois que o parceiro já deu o “check in” no namoro, mas eu, como louca que sou, crio sentimentos pelas pessoas que se relacionam comigo mesmo sem a autorização formal delas. Porque eu sou louca eu vou ser sincera e te contar isso, e mais louca ainda, vou esperar que no caso desse sentimento não ser recíproco, que você seja sincero também e caia fora, como todo bom cafajeste. Porque eu sou louca eu vou esperar que você seja bom. No sentido literal, aquele que é o contrário de mau e que como todo bom vai ter um bom coração, que não vai ter coragem de me magoar, nem me enganar. Porque eu sou louca eu vou te tratar com carinho, respeito e consideração, independente da relação que nós tivermos.

Porque eu sou louca eu vou achar que se você continua saindo comigo depois de meses (toda semana) é pura e simplesmente porque você gosta de mim. E não por nenhum outro motivo. Mas isso é porque eu esqueço que eu sou a louca da história e me tomo como base. Porque eu sou louca eu vou comemorar silenciosamente quando você mencionar que todos os seus melhores amigos sabem quem sou eu (pelo apelido) e vou ficar sem graça toda vez que os MEUS amigos, me perguntarem quando é que isso vai pra frente, porque afinal de contas, já faz um tempo né. Porque eu sou louca eu vou achar que depois de tudo isso seria loucura pensar que você estaria saindo com outra(s) pessoa(s). Porque eu sou louca eu vou achar um absurdo quando, do nada, você desaparecer por uma semana. Porque eu sou louca eu vou chorar só um pouquinho quando eu descobrir que aquele date que você cancelou pra ir a um evento no trabalho na verdade era uma balada com amigos. E mais um pouquinho quando eu descobrir que a noite de Netflix na verdade foi um date com outra. Mas isso é porque eu sou louca. Porque eu sou louca eu vou esperar (de)mais de você.

Porque eu sou louca eu acredito que relacionamentos, de qualquer tipo, são pactos onde as pessoas se comprometem a ser o melhor que podem.

Mas eu sou a louca aqui, então não me levem em consideração.

 

Eu não vou dar nota pra você passar de ano.

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Desculpa.

Mas se você está esperando que eu facilite, esqueça, não vai acontecer. Eu não sou do tipo que vai fechar os olhos, fingir que não está vendo a conversa com a menina no seu celular, acreditar que você está genuinamente ocupado e por isso quase não tem tempo pra mim. Que o fato de você entrar 800 vezes no whatsapp, mas só me responder uma vez por dia, não tem nada a ver comigo e tudo a ver com o fato de que você realmente não é muito chegado em redes sociais.

Eu não vou vestir o macacãozinho de trouxa e dizer que “nós precisamos conversar”, não se preocupe. Eu não vou dar nota pra você passar de ano.

A possibilidade de entrar em um relacionamento sério comigo não é o tipo de coisa que eu vou entregar assim de bandeja, não vai ser aquela escolha amarga de remédio pra tosse que você aceitou porque não tinha outra opção, o brócolis no prato da sua sobrinha. Não, não baby, esse é o tipo de coisa que você precisa fazer por merecer, precisa lutar por, precisa mostrar que é digno da honra, do contrario esqueça. Eu tenho meus próprios planos.

Posso até estar morrendo de amores por você, é verdade, mas eu sou e sempre serei loucamente apaixonada por mim e infelizmente (pra você) eu acho que mereço mais do que você está me oferecendo. Mas não pense você que eu vou cobrar nada, longe de mim, esse tipo de coisa a gente não cobra, tem que vir de boa vontade senão, não serve. Então não se surpreenda se um dia eu simplesmente desaparecer, melhor assim, afinal de contas, não teria o menor sentido discutir o fim de uma relação que nunca existiu.

Sem raiva, nem desamor. Que num futuro a gente se encontre pra criar outras boas lembranças.

Não alimente a nóia.

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Você está saindo com o rapaz há algum tempo e está tudo bem. Ele te manda mensagens quase todos os dias, ele te chama pra sair, ele te apresenta amigos e até conta histórias de família.

Mas nada disso conta, porque na quarta- feira ele demorou 2 horas a mais do que de costume pra responder a sua mensagem e não fez nenhuma pergunta. Na sua cabeça, isso é tudo que importa.

Eu não sei o que acontece na cabeça de nós mulheres pra alimentarmos essa nóia sem limites. Fico pensando em que momento foi que perdi o senso, porque claramente ele está perdido. O menino manda “oi tudo bem?” eu já estou dando print pra mandar pras amigas perguntando “se eu devo responder ou ele está acabando o assunto”, completamente sem noção.

E quando ele demora pra responder então, já começo a criar as linhas de raciocínio que levaram ele a desencanar de mim em questão de dias. Pode ter sido a ex. Ele pode ter pensado melhor no assunto e percebido que não quer um relacionamento agora, o que, na verdade, só quer dizer que ele não quer um relacionamento comigo. Talvez eu tenha dito alguma coisa errada ou nosso último date não foi tão bom. Às vezes ele não está sentindo que o sentimento dele por mim está evoluindo. Ou que ele nunca sente a minha falta. Porque a essa altura do campeonato o namorado da minha amiga já tinha começado a querer sair com ela dois dias no final de semana, mas a gente só sai um, será que isso é um sinal? Será que ele só estava saindo comigo por conveniência? Mas e os planos? Ele disse que nós iríamos jantar naquele restaurante da moda qualquer dia desses. E se ele só estava sendo educado?

E eu acho que a pior parte é exatamente essa: O não saber. Veja bem, eu era feliz antes dele e com certeza serei feliz depois, ninguém morre de amor. Mas, esse limbo do não saber é o que mata, porque você não sabe se comemora quando ele insinua planos para o futuro ou se já pode entrar em desespero a cada ínfimo sinal de distanciamento. O não saber é pior que o fim.

O problema é que monitorar a atividade dele no Whats, Face e Spotify (eu não tenho limites, eu sei) não vai fazer ele te responder mais rápido, confie em mim, eu sei do que eu estou falando. Na verdade isso só vai fazer com que a sua nóia que já é gigante, fiquei um pouco maior a cada vez que você pegar ele lá online no Whats te ignorando, na verdade a única coisa que você pode fazer nessas situações é pegar uma cadeira bem confortável e esperar. Ir fazer outras coisas, viver sua vida e deixar pra lá. Talvez ele realmente tenha desencanado, talvez ele não te queira mais ou talvez ele só não seja um grande fã de mensagens. Você nunca vai saber, então não alimente sua nóia.

Se permita 5 minutos de surto, fale alguns palavrões feios, peça conselho pra um amigo homem e depois respire fundo e cague pra ele, com cada célula do seu corpo.

Ainda bem que amanhã tenho terapia porque olha, é pra ficar louca sem ver Deus.

Não é sobre aparência

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Venho de longe e trago notícias: Eu voltei! E digo mais, voltei e voltei já pisando nazinimiga!!

Dancemos por essa vitória.

Mas agora vamos ao que interessa…

Era uma vez uma obsessão, quem sempre??? Já tinha fuçado todas as redes sociais e sabia tudo sobre o cidadão no Nível de Stalkeamento: Se cruzasse com a mãe na rua eu cumprimentava pelo nome. Além de, claro, falar do menino para as muitas pessoas que cruzavam meu caminho, porque, como todos sabemos, eu nunca aprendi a manter minha boca fechada. Eis que, em certa ocasião, enquanto comentava brevemente sobre a vítima em questão, com uma menina da minha sala, eu escuto um “nossa eu sou A-P-A-I-X-O-N-A-D-A por esse cara”. Detalhe importante: até esse momento ninguém tinha pego o bofe.

Para que você entenda o porquê do meu pânico, vá até o Google, digite Barbie no campo de busca, selecione a aba imagens e observe atentamente os resultados mostrados.

Essa é a menina. Já mencionei que ela tinha pernas longas?

Agora, eu não sou o tipo de mulher que se intimida facilmente e você também não deve ser, mas quando você tem uma quase modelo da Victoria’s Secret querendo o mesmo homem que você, as coisas ficam complicadas. Então eu fui humana e pensei: “CARALEO, em que mundo este homem vai me dar bola com ESTA mina dando em cima dele???? Só se for no universo paralelo em que eu nasci com a cara da Gisele Bundchen”, porque essa é sempre a primeira coisa que nós, reles mortais que não temos um metro e meio de só de pernas, pensamos. E é ok pensar assim por alguns minutos, até a realidade bater e você ver que não, afinal de contas você é a Imperadora Triunfal do Universo Deusônica e nem com quatro metros inteiros de pernas magras, essa sirigaita vai passar na sua frente na fila da vida.

È claro que depois dessa conversa eu percebi que teria que agir, a menina ainda não tinha se movimentado, mas parecia disposta a tal, então fiz o que toda mulher sensata faria no meu lugar: fui pedir ajuda para os universitários amigos no Whatsapp. E depois de muita confabulação chegamos à conclusão mais óbvia e simples que um macaco com meio cérebro poderia ter chego, mas que eu, por pura teimosia, não queria aceitar: adicionar o menino no Face e puxar um assunto. Esse era o plano maligno. Malévola não seria tão criativa, não?!

O assunto não era o problema, afinal de contas, se tem uma coisa que eu aprendi com esses anos todos de vida, foi que, quando a pessoa está interessada, pouco importa se você está falando de canecas ou de física nuclear, o que me preocupava era exatamente a possibilidade de não haver um interesse. Mas aí eu tomei coragem, sabendo que, se desse merda eu ia ter que olhar pra cara do infeliz pelo próximo mês inteirinho, e puxei o FUCKING assunto.

E ele respondeu, não só respondeu como deu continuidade e ficamos nesse trelêlê por dias, meses até. É claro que nesse ínterim eu tive incontáveis nóias, que transitavam livremente do “Acho Que Ele Só Está Sendo Educado” até o “Será Que Ele Está Fazendo A Mesma Coisa Com a Srta. Pernas Longas?”, ele não estava, mas eu não sabia disso e não tinha como perguntar pra menina sem contar sobre o trelêlê e levantar essa lebre, desnecessariamente, então sofri calada enquanto passava aulas e mais aulas, forçando o meu astigmatismo enquanto tentava enxergar as conversas dela no Whats da fileira de trás. Sim, eu tenho a idade mental de uma adolescente de quinze anos.

Mas até aí eu estava tranquila, ela parecia ter desistido do rapaz e eu tinha um date marcado. Não contavam com a minha astúcia. Eis que, um belo dia, chega a linda com uma MICRO SAIA na aula. Um frio de cair o cu da bunda e a mina me aparece de mini saia de babados, é sério isso? É claro que todas as cabeças masculinas fizeram a menina do exorcista só pra observar os metros de perna. E é nessas horas que a gente se engana dizendo “mas eu tenho personalidade e bom humor”, como mulher gosta de se iludir, né?! Mas aí chegou o fim da aula e ele estava sem carro, então muito gentilmente eu ofereço uma carona e penso o quão esperta eu sou por lançar esse golpe de mestre, há! E a quenga vira e fala “ah, acho que qualquer uma das duas pode levar ele…”.

Oi? Quem te chamou aqui querida?

Quase que eu perdi a linha e falei “qualquer uma das duas pode, mas quem vai levar sou eu, beijos”, mas então resolvi ser civilizada e respondi apenas com um “É, né…”, que é a resposta padrão para quando você quer mandar a pessoa à merda, mas está fingindo educação.

No fim das contas o boy magya negra foi comigo, saiu comigo e ficou comigo. E enquanto isso, num reino muito, muito distante, a Barbie lamenta sua perda, cruzando e descruzando as pernas com sua Mini Saia da Apelação.

Menino do Rio

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Era uma vez um carnaval bagunça.

Eu estava sem paciência pro amor, mas o carnaval está e sempre esteve aí pra me provar que eu não sou ninguém na fila do pão e que quem manda aqui mesmo é o universo.

* Tá me fudendo aqui hein universo, te contar uma história…

Mas enfim, estávamos todas curtindo esse carnaval maravilindo quando de repente, minha amiga ativa um contato do Tinder e combina uma saída. Até aí tudo muito lindo, íamos pra uma baladinha indie no Rio, com cariocas indies, classificando aquele como o melhor lugar do mundo.

Gostaria de confessar aqui que eu tenho uma queda por cariocas, uma queda bem grande, aliás. Você não imagina o quão sinistro o mundo pode ficar com um X bem colocado. Sinixtro. Aqueles moços com aquela fala mole, que fazem qualquer paulista perder a pressa. Incrível.

Mas enfim, estava eu completamente desavisada, diva na night, quando fui atropelada por um trem bala chamado: O moço que não me deu moral. Porque como vocês já devem saber, eu adoro essa novela. E aí que o amigo dele estava pegando a minha amiga e decidiu resolver essa parada, fomos propositalmente deixados sozinhos (sutileza, a gente vê por aqui), mas nem só de planos bem intencionados sobrevive o amor, então passamos 4 fucking horas conversando e ele não me pegou.

Bem- vindo ao Essa é a Minha Vida.

No dia seguinte rolou uma informação que o moço, apesar de ter me adorado, era gay. Rolou uma tristeza? Sim. Mas é carnaval gente, um dia a gente ganha no outro a gente perde e, naquela noite, eu tinha perdido. Continuei meus planos de carnaval, sendo linda e não pegando ninguém no bloco, simplesmente porque eu não estou pra brincadeira ultimamente, até que, numa segunda feira de carnaval, eu recebo uma solicitação de amizade inesperada. Agora, chuta de quem foi? Sim Brasél lá estava ele e não satisfeito ainda veio puxar assunto!!!

Pra uma pessoa com um histórico como o meu, isso é quase uma daquelas cenas de comédia romântica quando o cara aparece no aeroporto no último segundo só pra pedir pra mocinha ficar. Já estava organizando a papelada do casamento.

É claro que ainda restava a dúvida: “Ele não era gay?”

Mas isso são detalhes gente, não da pra ficar se pegando nessas pequenas coisas, ninguém é perfeito né?! Então chamei o menino pra ir com a gente pra baladinha e rezei para o melhor.

No fim das contas ele não era gay e assim começa o meu romance de carnaval, que durou mais especificamente 2 dias. Quase uma vida. Ele me chamava de apelidos carinhosos, foi na balada só por minha causa, voltei pra SP chateada, já pensando quando eu ia voltar pra lá, que o destino tinha sido muito cruel em ter nos colocado em cidades diferentes. Cheguei aqui, mandei mensagem e ele me respondeu com “N”. Morri.

Entenda, eu não ia ligar se ele tivesse abreviado “paralelepípedo” a minha úlcera mental se deve ao fato que, a pessoa que ontem estava me chamando de amor, hoje não se deu nem ao trabalho de escrever corretamente uma palavra que tem 3 letras. É sério isso? A única explicação plausível pra isso é “puts é que caiu meu dedo aqui, aí não consegui digitar”, mas ainda assim, função áudio está aí pra isso, não precisa nem gastar o dedo.

E agora aqui estou, digerindo esse OOOOLÉ que a vida me deu. Sem entender nada, mas com a certeza de que esse barco já partiu e foi dar a volta ao mundo com a família Schürmann. #voltabarco #voltacarnaval

Agora se você aí também está se recuperando de uma rasteira romance de carnaval, não liga não nega, o mundo está cheio de gente, a sua hora vai chegar.