Quem tem medo de “Eu te amo”?

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Eu!!! Eu tenho!! Me escolhe aqui!

Foda isso.

Mas, é a verdade. Não tem nenhuma expressão que me assusta mais. Sabe aqueles filhotinhos que saem correndo pra pegar a bolinha, mas não conseguem brecar e batem na parede? Eu sou o filhote e o “Eu te amo” é a parede.

É sempre de surpresa, eu sempre acho que vai demorar pra acontecer, mas aí acontece e eu fico lá, mais desconfortável que um cachorro andando nas patas traseiras, porque não tem o que fazer. Quando a pessoa já falou não tem como ignorar, mudar de assunto, falar que “vai pensar mas depois te liga”, você só tem duas opções: Falar de volta, ou fazer qualquer outra coisa e magoar profundamente o outro.

Eu sempre vou pelo “eu também”, acho democrático, você não está dizendo exatamente o “EU TE AMO”, você disse “eu também” e isso pode servir pra várias coisas, é tipo quando alguém diz “gosto de pastel” e você responde o que?? EU TAMBÉM! (porque é óbvio que todo mundo gosta de pastel, aliás, desconfie de pessoas que não comem fritura, elas não podem ser do bem).

Fato é que ninguém quer magoar o coleguinha, mas ás vezes, simplesmente não dá pra mentir, porque aquilo parece estar TÃO longe da sua realidade, tão longe do seu “Gosto muito de você, mas acho que é isso”, que a expressão simplesmente não sai. Você queria muito, mas não sai. E ai eu fico me perguntando quanto é que a gente precisa gostar pra poder falar sem medo, cadê a métrica? A tabela que diz que se eu gostar de você 7,4 já posso dizer que amo sem culpa mesmo você gostando de mim 9,2. Como é que a gente mede o quanto gosta?

Sempre tive essa dificuldade. No começo as pessoas falavam “quando você sentir você vai saber…”, mas isso é mentira, às vezes você não vai saber e vai descobrir só depois ou você vai saber (que não é), mas vai dizer mesmo assim, porque queria muito que fosse.

É por essas e outras complicações que quando eu escuto “Eu te amo” a minha vontade é de sair correndo e só parar quando chegar no Acre. Só pra não ter que lidar com o conflito mental: Respondo ou finjo um desmaio?

Eu queria muito concluir esse texto com alguma coisa que ajudasse vocês a lidar com essa situ, mas visto que eu mesma não to sabendo o que fazer, deixo vocês com esse print esclarecedor.

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Os meus adjetivos

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Meu amor por adjetivos começou cedo. Louca. Foi o primeiro. Sabe, a beleza de ser chamada de louca é que ninguém te julga (ninguém te leva a sério também, mas isso são outros 500), você pode ameaçar tomar Veja Banheiros, cagar bolinhas de gude, discutir Harry Potter em público e cantar Moulin Rouge a plenos pulmões. Ninguém liga, porque, afinal, você é louca.

Eu adorava o meu adjetivo, mas aí comecei a namorar um cara que não queria namorar uma louca. Ele não gostava de loucas, ele gostava de discretas, mesmo assim ele gostou de mim, então eu joguei toda a minha purpurina fora e fui ser uma discreta. Era esse o meu novo adjetivo. Mas não tinha graça, nem máscaras de carnaval e roupas coloridas, e, aos poucos, eu percebi que esse adjetivo não era meu, era dele, do namorado, eu só tinha pego emprestado. É como quando você compra aquele vestido P mesmo tendo plena consciência que você é um M, com a promessa de que você vai emagrecer para o verão, mas ai não emagrece e fica triste toda vez que olha pra o vestido lá, mofando no armário.

E foi isso que aconteceu, meu vestido P me deixava triste, porque eu sabia que eu sempre seria um M. Eu sabia que discreta não era pra mim. Então deixei o vestido, fugi do país e fui pra Londres espairecer.

Eu nunca tive tanto adjetivos num período tão curto de tempo. Começou com o óbvio, brasileira, mas em pouco tempo eu virei legal, dai veio o engraçada, o sexy, e finalmente o meu preferido o fofa. Gostava mais desse porque quem me deu esse adjetivo foi um rapaz que eu amei, ele era meu vestido M e gostava de mim com toda a minha purpurina. E eu gostava dele porque ele me deu um adjetivo que me cabia. É difícil achar um só adjetivo pra ele, mas se eu fosse obrigada a escolher, eu diria ideal. Eu sei, é sem graça, mas é o que ele era: Ideal. Duvideodó que alguém nesta terra conseguisse achar um defeito neste moço era tudo que você sempre sonhou em um rapaz, embrulhado pra presente, com um sotaque francês. Ideal e só.

Aí tive que voltar do sonho britânico e encarar esta barra que é gostar de um moço que mora em outro país. E do meu fofa, tão lindinho, eu fui pra o apaixonada (não tão lindinho). Gostaria de saber quem foi que disse que se apaixonar é legal? Porque não é, então avisem seus amigos e vamos ver se a gente se livra desse mal que esta se espalhando mais que o ebola. Enfim, depois de meses de espera e mensagens trocadas no facebrookson, fui para França e encontrei com o rapaz, só pra descobrir que não. Não era verdade, ele não tinha saudade e já não pensava muito em mim, muito menos queria viver pra mim, visto que já estava namorando outra moça bem da sem graça, com cara de picolé de chuchu.

Então eu joguei o apaixonada no rio e voltei pra casa com o megera. Megera é um ótimo adjetivo, megeras não se apaixonam, eu podia friamente dispensar todos e sair por ai rebolando, linda, divônica, inacessível. E aí… E aí Brasil? Me fala o que aconteceu?! Óbvio que foi neste momento de iluminação e felicidade plena da minha vida, que me aparece um moço lindo, inteligente, culto, estiloso, que toca 20 instrumentos e sabe mexer no Excel. E QUE QUASE DESTRUIU A MINHA SANIDADE MENTAL. O ex.

Aí eu sai do megera, dei uma passada rápida no depre, mas dei a volta por cima e me coloquei linda bem em cima do vacinada. Vacinada para o amor. Você disse que ia ligar, mas não ligou? Ok, porque eu sou vacinada. Você deu em cima da minha amiga? Ok, porque eu sou vacinada.

Mas aí várias coisas aconteceram, dente elas: A Volta Dos Que Não Foram estrelando meu ex sendo um cachorro e o episódio lindo do bonito que pegou outra na minha frente (que já foi comentado aqui anteriormente), e do vacinada eu fui para o fria que, diferente do megera, não tem aquele status deuso de vilã da Disney, fria é só alguém que já se ferrou tanto no amor que se enterrou num poço, onde sentimentos e pessoas são tão descartáveis quanto copos plásticos em festa open bar.

Foi nesse momento é que a coisa começou a ficar feia. Eu não queria o adjetivo, mas, eu tinha que admitir que esse me cabia muito bem, bem demais eu diria e, diferente dos outros, esse foi ficando, porque ser fria é mais fácil, você não sofre, é tipo sequestro de banco: ninguém entra e ninguém sai.

E agora aqui estou eu, procurando alguém pra me ajudar a mudar meu adjetivo. A principío eu queria que viesse de um sincero, porque eles são sempre melhores quando se trata de doar adjetivos, mas também podia ser um apaixonado ou um apaixonante que eu juro que não ia ligar. Talvez pudesse ser um incrível, que também me achasse incrível e então poderíamos ser incríveis juntos, ou um intenso, para que tivéssemos adjetivos complementares. Ele podia usar o short e eu a blusa, sem vestidos dessa vez. Eu até pensei em mudar eu mesma meu adjetivo e acabar logo com essa presepada, mas sabe, adjetivos são como apelidos, tem que vir dos outros, se não, não pega.

Então é isso, meu coração tropical tá coberto de neve e eu estou aguardando o bofe, ou a viagem, ou seja lá o que for que vai conseguir mudar qualquer coisa aqui. Está lançado o desafio! Matem-se!

Déjà fu: Aquela sensação de que você já se fudeu assim antes.

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Ao contrário do que muitos pensam Murphy não é uma lei, é um bonde que atropela a vida das pessoas diariamente. É tipo uma privada que cai do céu, podia acertar qualquer um, mas foi VOCÊ o infeliz que passou por ali na hora errada.

Por exemplo:

Já percebeu que quando você sai linda e montada de casa, pronta pra encontrar o amor da sua vida, o metrô esta vazio, no ônibus só tem traste e o gatinho do escritório tirou o dia de folga?! Agora quando você acorda atrasada, sai louca e sonada com aquele rabo de cavalo safado, de quem não teve tempo de lavar o cabelo, com o batom na orelha e a meia trocada, aí minha filha, pode ter certeza que TODOS OS HOMENS BONITOS DO BRASIL vão cruzar seu caminho. Rodrigo Santoro vai sentar do seu lado no ônibus e você vai passar o resto do dia se perguntando “Porque, Deus?”.

Quem nooooonncaa????

Juro, às vezes a angústia é tanta, que eu tenho vontade de correr até o cidadão e dizer: “Oi, tudo bem? Só queria te dizer que eu não sou assim, tá?! Na verdade eu sou linda, é que excepcionalmente hoje eu não tive tempo de me arrumar, mas confie em mim, eu sou a mulher dos seus sonhos, inclusive se eu fosse você anotaria meu telefone”.

E na balada então?! De cada 30 baladas que você vai, em 29 você se comporta. Faz aquele esquentinha báaaasico, toma uns dois drinks E PARA POR AÍ, mantém a classe, a elegância, a dignidade de lady e não encontra ninguém óbvio, porque nessas ocasiões só tem “esquisito” na festa. Agora naquela UMA baladinha, aquela de terça, que você pensou “Quem vai na balada de terça? Vou aproveitar pra enfiar o pé na jaca. Vamos nos permitir”, saiba que no exato momento em que você teve esse pensamento, o universo estava conspirando para que todos os caras que você JÁ pegou e que você QUER pegar, se encontrassem na mesma balada, no caso, a que você está indo…. Bêbada. Amo.

Aí você já chega no estabelecimento alucinada e, em menos de cinco passos, descobre que o lugar está um campo minado, qualquer escolha errada e você perde todos os bofes que trabalhou tão arduamente para conseguir. Eu gosto de chamar esse episódio da minha vida de Receita para o Apocalipse (sim, isso aconteceu comigo).

Óbvio que deu tudo errado, visto que o meu “eu bêbada” é infinitamente menos esperto do que o meu “eu sóbria” e até o fim da noite eu já tinha feito um estrago considerável na minha vida sentimental. Mas o mundo continuou girando, o meu cabelo continuou crescendo e eu sobrevivi. Então se você, minha amiga, também foi atropelada pelo bonde da Lei de Murphy e está aí sofrendo, ou se você simplesmente encheu a cara e fez um monte de cagada, estou aqui pra te dizer, você não está sozinha. E não se preocupe, o tempo vai passar e tudo vai se resolver, confie em mim.

Mas tem uma coisa, se eu cruzar com esse cretino desse Murphy na rua, eu vou encher a cara dele de porrada, porque ninguém merece essa sina né gente, convenhamos.

Mulher não se apaixona, mulher cisma.

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Outro dia estava numa festa, eis que vira uma amiga minha:

Ela: – Nossa, sou apaixonada por esse cara desde o primeiro ano de facu

Eu: – Sério? Ele era da minha sala, entrou comigo na faculdade… É uma porta de burro.

Ela: – É mesmo?! Putz, mas eu nem ligaria pra isso, se ele me desse bola eu pegava.

Eu: – Mas porque você é tão apaixonada por ele? Vocês já se falaram, já se pegaram, se conhecem de algum lugar?

Ela: – Não, eu só vi ele na faculdade e sei lá, me apaixonei. Acho que foi o estilinho.

Agora vamos lá, o que ela realmente sabe sobre este bofe? Nada. Então como é possível que ela tenha passado anos apaixonada por esse cara? Não é possível. Isso porque a minha amiga não está a apaixonada por este bofe, e sim pela ilusão de príncipe encantado que ela criou dentro da cabeça dela e que, não por acaso, tem a mesma cara deste bofe.

E sabe, ela não é a primeira mulher a fazer isso, porque vamos ser sinceras, mulher ADORA achar uma vítima pra ser objeto de adoração. Veja o exemplo da minha amiga, ela nunca trocou duas palavras com o cara, ela não sabia nem se ele tinha bafo e já estava apaixonada. E o pior de tudo, mesmo depois de ouvir que ele tinha um senhor defeito (a primeira informação real, de alguém que conheceu o indivíduo) ela continuou com a ilusão. 

Agora digamos que a situação acontecesse de forma inversa: Eu chegasse pra ela dizendo que ia apresentar um amigo, lindo, porém muito burro, vocês acham que ela ia achar o cara tudo isso? Não.

E por isso eu digo que isso não tem nada a ver com paixão, mulher cisma. Se a querida coloca na cabeça que quer pegar o cara, não há demônio que faça ela mudar de ideia. Ele pode chegar e falar que não lava o cabelo faz uma semana (acredite, isso já aconteceu), ainda assim, ela vai querer ficar com ele.

Sabe, pensando nisso, os caras deveriam explorar melhor esse momento de irracionalidade de nós mulheres, porque essa é a hora que nós passamos por cima de quase tudo, o cara pode ser um cafajeste, ter namorada, não ter uma perna, ser gay e nós vamos continuar hipnotizadas pensando “não, ele é o cara perfeito pra mim”, porque claro, isso só passa depois que você pega o cara. Ai é quando a realidade bate e você percebe que quando a sua amiga disse que ele não era dos mais educados, ela estava sendo gentil.

Mas calma, não pense que acaba ai. Antes de você desencanar totalmente do menino, você vai passar pela fase que eu gosto de chamar de Complexo de Vanessa Paradis, que consiste em:

Nós temos um garoto problema, que conhece uma mulher que muda sua vida e se torna o homem perfeito.

Ou seja, você acha que, seja lá qual for o problema dele, você vai consertar. Porque, ÓBVIO, você é linda e diferente de todas as mulheres que ele já conheceu na vida. E nem adianta negar querida, todas nós pensamos isso.

E então é claro que ele não vai mudar, porque as coisas não funcionam assim, e vai cagar  na sua cabeça, porque diferente do que você pensou, as mulheres que ele conheceu se parecem bastante com você. Nesse momento você vai acordar pra vida, ver o quanto ele é babaca e procurar uma nova cisma. Porque mulher não vive sem um objeto de adoração, nem que esse objeto seja de chocolate.

Como diria uma amiga minha:

Se fosse fácil não chamava vida, chamava biscate.

Fui trocada por uma feia e…Continuo linda.

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Era uma vez uma menina, que foi loucamente apaixonada por certo rapaz. E apesar de aparentemente o tal garoto também ser loucamente apaixonada por ela, ele não era. Então, em uma tarde cinza, ele cansou de brincar de apaixonado, arrumou outra chica para impressionar e entrou com um belo pé na bunda da pobre diva apaixonada.

A menina, no caso, era eu e o rapaz…. Bom, o rapaz era o rapaz.

É claro que eu fui possuída pelo ritmo ragatanga quando descobri que o lindo, além de ter me substituído EM MENOS DE UMA SEMANA #nãoexisteamoremsp, ainda havia me trocado por uma feia.

Ai você vai me dizer, let’s talk about recalque néam?! Mas eu te digo cara amiga, recalque seria se o querido estivesse pegando Lala Rudge e eu estivesse chamando a menina de gorda. Agora quando os seus amigOs dizem “ele errou muito, ela parece um cara” quando veem fotos da fofa, ai não é recalque, é a mais pura realidade. Sério gente, a menina não era nem o rascunho do inferno, ela era o passado a limpo. O que não deixa de ser pior, believe me, porque se ele o cara te troca por uma Angel da Victoria’s Secret você pensa, OK é compreensível, agora quando ele te troca pela Porteira do Inferno você começa a se reavaliar quando olha no espelho sabe?! É triste.

Mãas, esse sentimento não durou muito, já que algum tempo depois eu já estava pegando quem eu quisesse de novo. Então imaginei que se alguém estava distorcendo a realidade, esse alguém era ele.

Enfim, o tempo passou e eu cresci. E sabe o que acontece quando você cresce? Você desapega desses ressentimentos do passado, porque percebe que isso não vale a pena. E então ficamos amigos. Eu e o tal rapaz.

Para aqueles que acreditam nessa lenda de beleza interior, sim, eu imagino que a menina deve ser mais legal que a minha melhor amiga, ou mais engraçada que toda a galera da Porta dos Fundos, que deve ter um coração lindo e a beleza está nos olhos de quem vê e todo aquele papo furado. Mas o fato é que, para mim a mina é feia e isso feriu meu orgulho de uma maneira indescritível.

E agora me pergunta cara amiga leitora, o que eu fiz para melhorar as coisas?

Eu esperei. O tempo curou muitas feridas por si só, mas, mais do que isso, o tempo me fez perceber que o capital estético (ou a falta de) da menina, não faz a menor diferença. Porque mesmo ele tendo me trocado por uma feia…

Eu continuo linda.

A sua falta de jeito

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Entre amores e desamores você apareceu. Não era, nem um, nem outro e levando em consideração o luminoso “Eu Sou Piranhão” que piscava na sua testa, eu logo decretei:

– Esse não serve pra mim.

E por saber disso assim tão prontamente, me joguei de cabeça, e fiz uma coisa que há muito tempo não fazia. Fui eu mesma. Porque se não servia, não precisava me preocupar com “o que ele ia pensar de mim se…”.

Não sei bem se foi o relógio vermelho, o cabelo comprido, a cara de doido ou a simetria entre a sinceridade brutal e a indiferença fingida. Mas tinha alguma coisa ali que me dava a nítida impressão que, apesar de não acreditar em uma palavra do que ele dizia, era a pessoa mais sincera eu ia conhecer naquele lugar. Loucura né.

Bom, a sua falta de jeito seguiu pela noite. Uma, duas, três vezes, mas ao invés de me enfurecer, aquilo me fez rir. Muito. Eu me diverti com o fato de ele ser diferente de todos ali. Porque ele era. Visivelmente. E me vi, em todas as vezes que era EU a diferente da história, talvez fosse por isso que eu não levei a mal as loucuras que ele disse. Não vou dizer que eu entendi porque isso seria groselha, mas eu aceitei.

A coisa toda não teve teatrinho, foi meio natural, eu acho, as coisas simplesmente foram acontecendo e quando eu vi ele já estava comigo, não teve cara de história de amor. Porque não era. Não é.

Se vai ficar eu não sei, mas espero que fique. E que me faça rir outras vezes, e que um dia tire o “Eu Sou Piranhão” da testa. Não por mim, mas por alguém que o faça se sentir bem.

Enfim, queria aqui declarar meu bem querer por esse recém-chegado. Sem expectativas, nem planos mirabolantes para o futuro. Um bem querer agradecido, por alguém que, me permitiu ser exatamente o que eu era, sem julgamentos, nem repressões.

Ao Menino Homem dos Sapatos Coloridos.

O dia em que eu cansei de ser difícil

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Existem dois tipos de caras no mundo: aqueles que estão te amando e você está cagando pra eles e aqueles que você está amando, mas que cagam pra você. Dizem por ai que existe um terceiro tipo, aquele que você está amando e que está te amando de volta, mas isso é lenda urbana amiga, nem perca seu tempo.

Como é de sabedoria comum, você sempre vai gostar mais do segundo tipo, por algum motivo que só pode ser explicado por Deus, ou qualquer outra Entidade Maior com um senso de humor um tanto quanto negro.

Já cansada de ficar tentando chamar atenção rapaz com posts no Face, você resolve deixar de ser bunda mole e chamar o rapaz pra sair. Será que devo?, foi o que você pensou, e foi fazer uma enquete cozamigo pra saber o tamanho da cagada que estava prestes a cometer. Como era de se esperar, a maioria deles te diz pra não fazer e UM diz que “seria ok”, mas é óbvio que o voto da fulana que concordou contigo vale mais que todos os outros 6870987 votos contra, afinal de contas, nem o demônio é capaz de segurar uma mulher obcecada.

Beleza, passamos para a etapa dois do plano: Chamar o rapaz pra sair.

E é nesse momento que começa a masturbação mental. Se tem uma coisa que tira a minha saúde, é ficar tentando adivinhar o futuro, primeiro porque queima meus neurônios e segundo porque nunca da certo, ou seja, estou queimando neurônios a toa e isso nunca é bacana.

Mas ok, voltando ao assunto, você começa a pensar qual seria o dia mais propício para que o convite seja aceito (vulgo, tentando adivinhar o futuro #adoro). Sexta? Não, sexta teria que ser à noite, e sexta a noite todo mundo já tem programação, ou está cansado. Sábado? Puts, mas se eu chamar sábado a noite vai parecer muito programinha de casal, eu já to dando a maior canja chamando ele pra sair, não quero que ele pense que eu to tãão afim assim. Já sei vou chamar sábado a tarde!… Melhor não, se não ele vai achar que eu to chamando à tarde porque de noite já tenho outra coisa, tipo muito piriguete… Então você chega a conclusão óbvia que domingo é o melhor dia, ninguém faz nada no domingo, ele não deve fugir a regra, você pode fingir que foi uma ideia de momento e ele vai ficar pra sempre imaginando se você chamou no domingo porque estava suuuper ocupada nos outros dias (aham…) ou se você estava só fazendo um doce.

Aí você começa uma conversa com o moço, fala umas groselhas e manda o convite, e aqui, minha querida, você terá um dos 5 minutos mais longos DA SUA VIDA (#panicohisteriadesespero), mas depois passa, juro. E tudo isso para o fofo te dizer “Putz, hoje eu tenho (insira aqui o ÚNICO compromisso de domingo que ele terá no mês) e não vou poder ir, mas vamos combinar semana que vem!”, tanto planejamento pra nada. Então você bate a sua cabeça na parede e diz, “Ah claro! Sem problemas!” e pronto, aqui acaba seu sonho cor de rosa.

E agora eu te pergunto, ele disse que não? De certa forma sim. Ele disse que sim? De certa forma sim. Logo, você continua na mesma, sem uma resposta e com alguns neurônios a menos. É de cair o cu da bunda viu?!