A Teoria do Abacate

avocados

Desabafo. Pessoas lindas, eu tive um enorme desgosto (que quase me fez desistir do blog) com o último texto que eu traduzi aqui no Relatos devido a quantidade de blogayros que tiveram a pachorra de vir aqui, mandar um ctrl+c ctrl+v, NA MAIOR CARUDA, e não se dar nem ao trabalho de mencionar o meu humilde blog. Então estou eu aqui novamente, pedindo educadamente pra você, cara de pau, que vai copiar o texto, valorizar as últimas horas que eu passei perdendo o meu tempo, pra traduzir pra você, e coloca o link do blog fazfavor, não te custa nada (copiar o texto e mudar três palavras ainda é considerado cópia, só lembrando).  E pra você fã da Diva, se ver alguma putaria desse tipo acontecendo, VAI LÁ E METE A BOCA.

E agora… O texto.

Abacates são, provavelmente, umas das melhores coisas já inventadas. É como se a natureza tivesse acordado um dia e foi tipo, “Eu faço tanta merda (tornados, terremotos, tempestades de granizo) então hoje eu vou compensar isso dando a vocês o abacate”.

A única ressalva dos abacates é que você precisa ser muito ninja pra saber exatamente quando eles estão maduros, como evidenciado por um meme que anda circulando pelo Instagram:

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

ME COMA AGORA!

Tarde demais.

– Abacates 

Com as bananas, você consegue dizer o que está acontecendo por dentro graças a uma casca que muda de esverdeado, para amarelo, para manchado de marrom. Mas não o abacate, onde todo o processo de amadurecimento varia em tons alucinantes da mesma cor: muito verde, para verde, para verde exército, para… Eu acho que isso ainda é verde, mas pode ser marrom, e isso quer dizer que já está pronto pra comer? Todos os que já esperaram uma semana inteira um abacate amadurecer para poder fazer guacamole, sabem o horror de descobrir que o espécime – perfeito apenas uma hora atrás – de repente ficou duvidoso.

E o mesmo ditado vale para os homens com menos de 30.

Pegue como exemplo um cara comum nos seus vinte e poucos. (Vamos chama-lo de Lev em homenagem ao meu colega de quarto, porque é um nome engraçado e eu vou ter que repeti-lo muitas vezes para esclarecer meu ponto. Isso é o que você ganha por deixar o acento da privada levantado!)

Lev tem 25 anos, é atraente, e consideravelmente bem sucedido. Lev conhece esses fatos sobre si mesmo. E por causa da sua auto-consciência e do nível elevado de sua auto- estima, devido em grande parte a seu cabelo ainda forte e o metabolismo que está longe do declínio, ele não tem a menor pressa para entrar em um relacionamento. Ele está testando as possibilidades e arrasando as pistas de dança. Lev está saindo com cada garota bonita usando um rabo de cavalo que ele não considera uma assassina em série e, portanto, vai passar o número do celular em troca da sua cantada barata.

Garotas vão se apaixonar por ele. Elas vão tentar namorar sério com ele e vão lamentar coletivamente quando seus esforços falharem. Elas vão se perguntar se foi algo que fizeram ou algo que disseram, se foi a cor chamativa das suas calças ou o fato que elas pediram salada ao invés de um hambúrguer. Mas Lev apenas não estava pronto ainda. (Não foram elas, foi ele).

Aos 26, ele ainda não estava pronto.

Aos 27, ele ainda não estava pronto.

28? Não ainda.

Então os 29 chegam e um belo dia, do nada, nosso cara comum identificado como Lev conhece uma garota. Talvez ela não seja particularmente especial, não era a mais bonita, nem a mais inteligente, nem aquela com a qual ele tinha mais coisas em comum, mas porque Lev é essencialmente um abacate, ele decidiu que neste exato segundo, ele está PRONTO e ela é A garota.

Entretanto, se a garota mencionada não estiver pronta no mesmo momento – (garotas seguem um padrão semelhante, embora eu diria que apesar da natureza fálica do fruto, somos muito mais parecidas com bananas) – então as coisas ficam estranhas. Lev se torna maduro. Em seu desejo de garantir uma companheira, ele se torna muito mole, tanto figurativa como literalmente, sufocando a mesma com a sua necessidade de se estabelecer.

Eu descobri que esse estágio tende a acontecer bem perto dos 3 ah: seus amigos estão casando, seus familiares estão começando a fazer perguntas irritantes, e o momento parece “certo”. Na teoria, é a situação ideal, mas se a senhora a sua espera ainda é uma banana verde, a receita toda está errada e o relacionamento inevitavelmente falha.

Minh amiga Lisa tinha acabado de sair de um relacionamento (24 anos, gatinha) e apesar de gostar da idéia do namoro, não estava procurando nada sério. Então ela foi arranjada para um cara nos seus trinta e poucos, que se encaixava em todos os seus critérios. Eles se divertiram horrores, ela estava afim, e então, como se tivesse sido atingido pela força da flecha “pós- vinteealgumacoisa” do Cúpido, de repente se tornou evidente que ele estava procurando pelo Relacionamento.

“Eu não acho que tinha nada especial que ele gostava em mim,” ela disse. “Ele estava apenas pronto pra ter alguém pra dar o próximo passo. Poderia ter sido qualquer uma.” Eles terminaram e alguns meses depois, ele estava noivo de alguém que ele conheceu na internet.

Abacates, cara.

Texto lindo traduzido do Man Repeller que eu super recomendo.

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7 comentários sobre “A Teoria do Abacate

  1. Ah diva, não desista, nem se vá! Sempre haverão usurpadores e plagiadores por ai, mas acredite, há muito mais pessoas que gostam e se divertem com seus textos! E eu me incluo nesta porcentagem…

  2. Conheci seu blog pesquisando coisas na internet sobre relacionamento e me deparei com ele. E gostei muito! Não deixe de escrever, você é muito boa nisso! Já li todos posts anteriores e ri horrores. Engraçado como a gente percebe que algumas coisas não acontscem só na nossa vida! Enfim, meus parabéns pelo blog, publique sempre que puder, pois existem muitas pessoas que gostam de ler!

  3. Mais agora que eu comecei a seguir 😦 rsrs. Incrível como as coisas que você escreve se encaixam perfeitamente com os fatos. Parabéns, isso é um talento mesmo. E não para agora não, ainda tem muito por ai e eu pra ler né… Beijos!

  4. diva, você é tao diva, não se vá, seus textos são os melhores, seu blog é o único que eu me identifico e o único que consigo ler por não ser textos chatos e massantes,e quando termino fico com um sorriso e dou ate umas gargalhadas, você sim é uma diva!

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