D- Edge de segunda: A saga

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Tudo começa quando suas amigas te mandam uma mensagem:

“D- Edge Segunda?”

Em algum lugar no seu inconsciente você sabe que aquela não é uma boa ideia, mas a vontade de cair na gandaia é sempre maior, então você aceita. Óbvio.

Como todo mundo sabe a premiada festa de segunda na D- Edge é um inferno de cheia, logo se você tem alguma esperança de entrar na balada, já deve se programar pra chegar mais cedo que o normal. Até ai ok, você chega lá umas 11 e pouco, pega um lugar aceitável na fila e se engana pensando: “que lindo, hoje vai ser tranquilo”. 

Só que 15 minutos depois a fila já esta na lua e é ai que começa a putaria. Porque sempre, sem exceções, vai ter um fofo na sua frente que tem amigos no fim da fila e, veja bem, não estou falando de 2 amigos, estou falando de 20 amigos, todos bêbados de preferência, que é pra intensificar o seu ódio quando eles não só entram na sua frente, como também falam alto e esquecem de acompanhar a fila, deixando todo um exército de desconhecidos furar na frente deles.

Ai depois de chamar o segurança 100 vezes, sem sucesso, você resolve tomar uma atitude e passa na frente deles, porque ninguém é obrigado. Mesmo assim você ainda demora mais 1 hora pra conseguir entrar na festa, calado, com um sorriso no rosto, porque afinal de contas, tudo vai valer a pena uma vez que você esteja lá dentro.

E então você entra e se da conta de que provavelmente metade da balada é menor de idade, mas você está lá pra se divertir não é mesmo?! Então se esquece de tudo isso e tenta curtir a música boa.

A noite corre, você já foi cantada, empurrada e assediada por TODOS os caras bobos na balada, tá na hora de um break, ta na hora de ir pro terraço tomar um ar. Mas “tomar um ar” é só modo de dizer, já que “ar” é tudo que você não vai achar ali. A densidade demográfica do último andar deste estabelecimento numa segunda feira se assemelha a estação da Sé às 6 da tarde de um dia útil, isso, claro, combinado com a qualidade do ar de Cubatão, já que todos ali estão fumando. E ai você vê aquela linda, com o cigarrinho na mão, que não colocou o cigarro uma vez na boca, mas já bateu as cinzas umas 5 vezes e chega a conclusão que metade daquele povo está ali só pela pagação, porque vamos combinar, se há um lugar em São Paulo onde é legal pagar de fumante é no terraço da D- Edge né?! Errado. Pagar de fumante só é legal na cabeça cheia de glitter dessas meninas vazias.

Enfim, vamos descer de novo né?!  Porque neste ambiente hostil não da pra ficar.

Esse ciclo vai se repetir algumas vezes durante a noite, dança, sobe no terraço, fica irritada, volta pra pista.  Até que você resolve que a melhor opção é voltar pra casa, já está tarde, você já não é tão xovem e terça-feira é dia de branco. Vamos pagar e ir pra casa. Doce ilusão, quando você chegar na escada, vai perceber que todos aqueles que estavam no terraço antes (a Sé inteira), tiveram a mesma ideia que você, logo a fila está dando voltas no Maracanã de tão grande. Mais uma hora pra conseguir pagar e ir pra casa, mas pelo menos essa fila é bem organizada e então você se sente menos idiota.

Depois de tudo isso você finalmente chega em casa, desaba na cama e só acorda as 3 da tarde do dia seguinte, prometendo pra você mesma que nunca mais vai se obrigar a passar por isso. Mas não se engane, antes das próximas férias você vai se pegar jantando mais cedo, numa segunda- feira, só pra poder chegar cedo na fila da D- Edge.

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Aniversários… essa data querida.

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Sabe aquelas pessoas que todo ano fazem do seu aniversário um BOGA evento, com direito a 200 attends do Face, só com gente bonita e lista VIP para todos, na festa open bar mais badalada da cidade? Pois é, eu também não.

Todo ano é o mesmo parto quando chega a hora de resolver o que fazer nesta data querida. Você não sabe se marca um bar ou uma balada, se faz na sexta ou no sábado, se chama todo mundo ou só os mais íntimos, resumindo, não sabe merda nenhuma. Daí você tem a brilhante ideia de perguntar opinião para os amigos e é LÓGICO, que cada um fala uma coisa, porque seus amigos nunca vão entrar em um consenso quando se trata de eventos, sério, esquece!

Mas é claro que como você é uma ótima amiga, vai tentar agradar a todos pra ver se todo mundo vai, porque afinal de contas, o que conta é a companhia dos amigos (aham…). E sendo assim vai acabar marcando em um lugar X, localizado mais precisamente no Cu do Judas e que toca a mesma playlist da sala de espera do seu dentista (alguma coisa que eles chamam de Lounge… só chamam).

O problema é que, nessa de agradar todo mundo você não agrada ninguém, nem você. Mas ok, porque afinal de contas o que importa é a companhia e todo mundo vai acabar indo, é seu aniversário né?! Aham…

Começa a saga do evento no face. Sabe, um evento no face tem o poder de mostrar o quanto você é insignificante, na maioria das vezes acontece o seguinte: você vai lá e convida 50 pessoas, 10 confirmam presença, 5 aparecem no dia. E dai você vai no evento daquela sua amiga, que deu super certo e tem 50 confirmados e praticamente disseca ele pensando, “caralho, o que eu fiz de errado que essa vaca está fazendo certo?”, mas independente disso no ano seguinte está lá de novo montando a festenha no face.

E enfim, chega a hora de montar o textinho do evento e você quer ser engraçada (assim como a maioria), pra ver se angaria um maior número de confirmados dessa vez. O problema é que nem todo mundo é engraçado, então o que acaba saindo é uma sequência de piadinhas pavorosas de vô, ao estilo “é pavê ou pá come”, que deixariam qualquer pessoa com vergonha de ser sua amiga, quanto mais de confirmar presença nesse evento que tem “BOZO” written all over it.

Ok, lugar estranho: Check! Evento miado: Check! Vamos ao convidados. Não sei vocês mas eu sempre tenho a dúvida se devo convidar todas as pessoas que eu tenha um mínimo de contato, ou só os amigos mais íntimos, peguete eu sempre escolho um só pra convidar que é pra não correr o risco de eles irem todos e dar bosta (o que é bem possível visto que Deus não aprova as minhas putarias). Mas na maioria das vezes fico pensando que apesar de tudo seria educado convidar todo mundo e provavelmente os mais afastados nem vão mesmo, então convido.

Bom, tudo pronto chega o dia tão esperado e o que acontece Brasil? O que ia acontecer de qualquer maneira, você acaba a noite mucho djodja meu véi, completamente fora de si, com uma garrafa do destilado de sua preferência na mão e na companhia das suas melhores amigas, aquelas que estariam lá com ou sem evento no Face não importando o lugar.

Então minha gente, chego a conclusão que com ou sem drama pra decidir o que fazer no dia, quem se importa com você vai estar lá e quem não estiver é porque não deveria estar mesmo.

Um beijo pro botão do foda-se que continuará ligado por tempo indeterminado.