Era uma vez um cafajeste.

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Fui no mercado e pedi bom senso, eles não tinham, então comprei vodka.

A mais ou menos um mês atrás minha amiga me apresentou um amigo. Tudo começou bem, já tinha combinado com ela de sair, estava blaster animada pois no dia anterior tinha pego o inglês mais gato do planeta na vila madá #habemuscopa #europeuvaledoispontos, quando ela me avisa que um amigo dela vai vir buscar a gente, até ai zero problemas né, ia gastar menos de taxi. Eis que chega o cidadão, mais conhecido como problema, mais conhecido como cafajeste, mais conhecido como moreno, alto, bonito e sensual. Não estava preparada pra isso.

É sério isso gente, qual é a chance de uma amiga sua dizer que vai levar um amigo e o cara ser bonito? Eu não sei vocês, mas, até esse nego aparecer, isso nunca tinha me acontecido antes, é sempre “amiga você vai amar, ele parece o Ryan Gosling” e quando você vai ver o cara é um anão japonês que fala “tlinta e tlês”.

Mas ok, respirei fundo e entrei no carro afinal de contas, eu já estive na presença de outros caras gatos antes e sempre existe a chance de ele ser um completo idiota, o que anula qualquer boa impressão causada pela beleza. Não foi o caso, só pra constar.

Chegamos na balada, uma fila que ia daqui até Presidente Prudente, eu e minha amiga resolvemos ir comprar alguma coisa pra beber ali perto, os meninos ficaram na fila. Resolvi saber logo o briefing do menino, pra ver onde é que eu ia amarrar meu bode:

– Amiga, esse seu amigo é consideravelmente bonito né?!

– Sim, ele é.

– Mas vale menos que um tufo de cabelo né?!

-É, ele não vale nada, pegou uma amiga outro dia e depois sumiu, ela não ficou muito feliz.

Já resolvida que eu não ia me sabotar e colocar outro encosto na minha vida, voltei pra fila com o foda-se ligado. Entramos na balada, meninos para um lado meninas para o outro, resolvi que ia curtir e achar um bofe que não tivesse um “cachorrão” written all over it mass nesse meio tempo minha amiga, que estava falando com um peguete no whats, resolveu fazer um “after” com ele e pediu para o bofe ir busca-la na balada. E eu… e eu??

Eu fui acolhida pelos amigos dela, que muito gentilmente insistiram para que eu ficasse, dentre eles estando o grande problema da noite, o amigo gato. Sabe, eu acho que se ele fosse loiro eu não teria tantos problemas, é que a coisa do moreno realmente pega muito forte. Enfim, conversa pra cá, conversa pra lá, o menino chegou em mim, assim meio tímido, meio que uma sugestão, acho que ele já estava sentindo que eu não seria uma presa fácil…Naquela noite, claro, porque normalmente eu seria a melhor presa ever, aliás, desconfio que se ele tivesse esperado eu tomar mais duas doses de seja lá qual fosse o destilado da noite, eu mesma ia ter tomado a iniciativa. Mas não foi isso que aconteceu, eu ainda estava razoavelmente sóbria e disse que não, porque eu ainda sei o que é melhor pra mim. Mesmo assim o moço me alimentou com café e risadas, me deu carona até em casa e abriu a porta do carro pra mim.

Delicadeza, a gente ainda vê por aqui.

Semanas se passaram, combinei com uma amiga de ir pra uma festa de máscaras (muito amor pelo cara que teve essa idéia), amiga essa que, por acaso ou não, foi a mesma que me apresentou o Garoto Problema ali de cima e já que estava no clima de convidar, aproveitei e convidei ele também #ousadiaealegria. Ambos aceitaram, nos encontramos na festinha, minha amiga passou mal e foi pra casa, agora, adivinha quem sobrou? Sim Brasééll, eu e o moço. E nós dois. E uma festa cheia de desconhecidos.

Desfilou comigo a festa toda, até rolou umas quengas tentando pegar o bofe  distrações, mas no fim das contas ninguém pegou ninguém, nem eu, nem ele, nem eu e ele. Mas rolou conversa e risadas, empréstimo de cachecol e carona pra casa. O que já é muito, em comparação com os homens que eu ando conhecendo. Nesse momento acreditem, minha força de vontade estava trabalhando nonstop pra continuar me lembrando que APESAR de tudo, ele ainda era o cara que não valia um real. E digo isso não mais porque a minha amiga me contou, não, porque depois que comecei a conhecer o rapaz ele mesmo me contou isso, com histórias e exemplos pra ilustrar. Pois é meninas, estudos apontam que tá foda.

Bom, continuando, resolvi fazer um get together aqui em casa esse final de semana, chamei TODOS os meus amigos, todos miaram menos um, adivinhem só quem foi???? Sim, o próprio.

Eu estou começando a acreditar que Deus, ou seja lá qual é a entidade maior que rege o universo, está tentando, com muito afinco, me deixar sozinha com este rapaz. PORQUE NÃO É POSSÍVEL! Ou isso ou aquela história toda de mentalização está começando a funcionar muito sério, estou pensando em fazer o teste essa semana, jogando na loteria.

Enfim, Garoto Problema veio, trouxe um amigo legal, conversamos, bebemos e resolvemos ir para um aniversário de um amigo dele, que estava acontecendo na portaria do inferno aparentemente, já que eu nunca vi tanta gente feia junta na vida. Com exceção dos amigos, já que alguns eram até bem apresentáveis. Mas novamente nada aconteceu, resolvemos ir embora, porque o amigo dele estava concordando comigo na coisa do inferno, só que ele queria ir pra casa e eu queria ir pra gandaia. Então tivemos uma idéia brilhante “vamos levar meu amigo pra casa e depois a gente vê o que faz”, ótimo né?! Todo mundo fica feliz, todo mundo ganha o que quer, certo? Errado.

Gente, conselho pra vida: Se você estiver fazendo um esforço consciente pra não pegar um cara, seja porque você sabe que ele não presta, seja porque ele é ex da sua amiga, ou qualquer outro motivo que te faça acreditar que aquilo vai dar merda, NÃO- FIQUE- SOZINHA- COM- ELE. Obrigada. De nada.

Claro que no longo caminho até a casa do amigo rolaram várias outras idéias brilhantes do tipo:

Amigo: Dorme na minha casa, amanhã eu te levo.

Amigo: Vamos todos dormir na minha casa.

Problema: Dorme na minha casa, você pode ficar no quarto de hóspedes, amanhã te levo.

E é mais do que óbvio que eu não aceitei nenhuma dessas propostas, porque isso aqui não é a casa da sogra, mas então surgiu uma proposta que me pareceu até aceitável (bêbado é uma desgraça), assistir filme na minha casa não era tão ruim, afinal de contas, porque não?! Já era tarde, ou cedo, dependendo do ponto de vista, as baladas já estavam fechando, não tinha mais muitas opções e no fim, a casa é minha, eu faço as regras, nada ia acontecer…né?!

Posso garantir uma coisa pra vocês, se eu tivesse a mesma força de vontade que eu tive com este moleque no meu regime, eu estaria com o corpo de uma Angel da Victoria’s Secret, porque nada aconteceu mesmo. Ele veio aqui, colocamos um filminho, deitamos no sofá de conchinha (porque, é o que eu queria saber) e nada aconteceu, porque eu não quis. Isso sim é uma teimosia sem tamanho. É claro que me arrependi assim que ele saiu pela porta, ás 9 da manhã, mas tudo bem porque o arrependimento passou assim que ele foi seco comigo no whatsapp mais tarde naquele dia. Porque mulher é assim, pode ter acertado 1000 vezes, se cagou uma, É DISSO QUE A GENTE VAI LEMBRAR.

Enfim, agora eu estou em um dilema (lembrando que o dilema é só meu, visto que o cidadão está cagando E andando para a minha pessoa), não sei se eu ligo o foda-se de uma vez e mando o boy pra escanteio, já que homem é uma coisa que não falta nesse mundo, ou se eu mantenho a amizade, ou se eu deixo rolar, ou se eu compro uma bicicleta, ou se eu caso,…

Tô sabendo porra nenhuma, mas essa história está acumulando muito drama e como eu sou péssima em lidar com drama eu acho que vou dar um tempo pra tudo isso esfriar e arrumar uns bofes novos.

Como diria Banks:

“Cause I’m a goddess, you never got this.”

Eu quero um homem que me proteja.

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Não é pedir muito né?

Eu cozinho, trabalho, carrego as minhas próprias sacolas de compras e não tenho problemas em ir sozinha e te encontrar na festa. Eu sou uma menininha independente e não vou precisar de você pra tudo, pode ficar sossegado. Pra ser bem sincera, assim, precisaaaar, precisar, eu não preciso de ninguém, mas se o cara está comigo eu espero que, no mínimo, ele me proteja. É uma questão de cuidado, entende?

E não confunda cuidado com cavalheirismo, eu não preciso de um cara que abra todas as portas pra eu passar, eu sei fazer isso sozinha, mas quero alguém que me segure quando a festa está cheia, só para que as pessoas não me empurrem. Porque isso é proteger.

Proteger é não me trair, porque você sabe que, se você quer que as pessoas respeitem a sua namorada, você precisa respeitar a sua namorada e querer que as pessoas respeitem sua namorada é proteger.

Ser honesto comigo é proteger, porque mentira e confusão não faz bem pra ninguém.

Proteger é me acompanhar até a porta do táxi, só pra ter certeza de que eu vou voltar pra casa bem. Tão simples né?

Buscar uma bebida pra mim quando o bar está cheio, porque não quer que eu entre na muvuca. Fazer questão de achar os meus amigos, antes de ir ficar com seus, pra que eu não fique andando sozinha na festa. Ir comigo falar com o segurança da balada, porque roubaram o meu celular e eu estou nervosa.

Isso tudo aconteceu comigo, com caras diferentes, que não eram namorados nem maridos, eram só caras legais. E pode ter certeza que foram esses detalhes que me fizeram gostar mais deles, porque eles me protegeram.

Eu tive um namorado que brigou com um amigo porque ele fez comentários maldosos sobre mim. Ele me protegeu. Até o fim do nosso namoro de 4 anos, nenhum outro amigo dele fez qualquer comentário sobre mim. E então eu passei a confiar muito mais nesse namorado, porque ele fazia coisas desse tipo e, portanto, eu sabia que, se dependesse só dele, nada de ruim me aconteceria.

Claro que nós sempre vamos encontrar um bipolar, aqui e ali, que não deixa ninguém falar de você “pelas frentes“, mas te trai com o Brasil inteiro pelas costas. Mas esses são os cachorros, minha querida, e você vai acabar descobrindo isso de um jeito ou de outro, não se preocupe.

Eu quero alguém que se preocupe comigo, se eu estou bem e se eu vou ficar bem. E isso não tem nenhuma relação com quantas vezes você me liga ao dia, ou com o tempo que você demora pra responder as minhas mensagens, então defina melhor as suas prioridades.

E já aviso que, se não estiver disposto, nem venha. Sozinha eu me viro muito bem, obrigada.

Sobre amizades virtuais e amores não correspondidos

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Ultimamente eu tenho me sentido um Tamagotchi (pra você que não sabe esse é o nome do antigo bichinho virtual) e isso vem acontecendo graças a um cidadão, que anda me cozinhando em banho-maria  falando comigo por Whatsapp FAZ 2 MESES. E não estou falando de coisa pouca, a novela das conversas tinha direito a mensagem de voz, foto e bom dia, chupa essa manga Brasil! 

Mas então você, amiga solteira, me pergunta: “Mas qual é o problema nisso?”.

E eu te respondo: Nenhum, caso essa não fosse a ÚNICA INTERAÇÃO QUE EU TINHA COM O INDIVÍDUO.

Isso mesmo, nada de dates, nada de Skype dates, nada de encontros casuais em baladas, nada de cafés, ou sorvetes, ou um mero “passo ai pra te dar um oi”. Nada. Nunca vi o cidadão ao vivo.

É claro que eu não tinha a intenção manter essa situação por tanto tempo, mas o menino é realmente profissional no banho-maria. Ele mantém a coisa toda com um ar casual, tipo “não temos nada”, e ao mesmo tempo faz com que você se sinta na confortável para contar detalhes da sua vida pra esse total estranho, como se ele fosse seu BF de anos.

A situação toda tinha uma mensagem em neon piscando: “É cilada Bino!” Você consegue ver isso, não é?! Minhas amigas conseguem ver isso e até meu cachorro conseguiria ver isso, mas eu… Veja bem, eu não consegui.

Enfim, um belo dia acho que Deus, que tava vendo toda essa zoeira ai, ficou com pena de mim e resolveu cruzar nossos destinos em uma festa. Eu já tinha resolvido fazer a linda e esperar ele me mandar à mensagem, então fiquei no aguardo até que o fofo manda:

– Cheguei!

Eu dei aquela enrolada básica e respondi:

– Eu tbmm!

Ai você pensa, pronto! Vai ser agora, ele vai vir me encontrar e vamos finalmente nos conhecer, score! Só que não, a resposta chega e nela está escrito:

– Yeaahhh

Oi? Alguém pode me explicar o que quer dizer isso? Yeah é o novo “vamos nos encontrar agora” e eu não estou sabendo, é isso? #confusa. Na dúvida eu não respondi nada, porque, afinal de contas, não estou com saúde pra correr atrás de marmanjo e esperei que ele mandasse alguma mensagem que fizesse sentido. Eis que dali a um pouco:

– Onde vc ta?

Pronto! Soltei fogos, achei meu marido, era o meu momento #sqn. Falei onde eu estava e o menino… Nada, a novela continuou assim por mais umas horas e naquele momento eu já estava possuída pelo ritmo ragatanga. Encontrar esse infeliz já tinha se tornado uma questão de honra, nem que fosse só pra sentar a mão na cara dele pela falta de atitude.

E como o meu santo é fortíssimo, eu achei e fui falar com ele. Óbvio que eu fiz a linda e fingi que nem tinha notado o quão MOLE ele foi, porque é isso que as mocinhas espertas fazem quando querem pegar um cara. Conversamos, dançamos, cantamos, apresentamos os amigos e… e? Chuta o que aconteceu? MISTER M.

O menino desapareceu feito fumaça. #decepção

Ok, tomei um fora, pensei eu, já tinha tomado outros foras antes, eu sabia como era e já estava vacinada contra isso. Então peguei minha dignidade e bebi toda a decepção em grandes goles de vodka. Claro, não me lembro de meia festa, mas deve ter resolvido o problema já que no dia seguinte eu acordei feliz e conformada com o fato de que tinha perdido um boy magia, ué paciência né?! Só que aparentemente o boy, além de magia, também é bipolar e quando olhei o meu celular lá estava… Uma mensagem dele.

Desde então ele continua falando comigo (todo dia) como se nada tivesse acontecido, como se nós nunca tivéssemos nos conhecido e aí eu te pergunto: QUAL É A DESSE DEMÔNIO? ALGUÉM ME EXPLICA? O pior é que agora que eu já estou enrolada até o pescoço nessa história, fica complicado simplesmente parar de responder o cara e pronto, não sei o que fazer.

Sinceramente eu não sei o que anda acontecendo com os homens desse mundo, mas enquanto esse enrola, eu chamo os outros pra sair. Afinal, candidato é o que não falta.

PS: Estou aceitando teorias, então caso você tenha alguma ideia do que está acontecendo aqui, por favor, me ilumine com a sua sabedoria.

 

Menino bonito. Menino bonito, ai….

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Confesso, tenho um fraco pelos bonitos. #prontofalei

Pode ser maluco, pode ser sem noção, pode ser amigo do ex e até o mais Cafa dos Cafas. Se for bonito, a coisa fica feia. E que jogue a primeira pedra quem nunca cometeu o mesmo pecado. Porque convenhamos Brasil, quando o bonito chega chegando, não tem pra ninguém, nem mesmo pra o seu bom senso.

Eu entendo que beleza seja uma coisa bem subjetiva, mas cada uma sabe onde aperta o seu calo. E, no meu caso, o calo aperta quando um corpinho bonito é combinado com um cabelo comprido jogado para o lado (muito importante esse detalhe) e um alargador. Tem como resistir Brasil???

Não tem.

Se tiver tatuagem então. Só. Leva.

E é complicado, porque às vezes (99,9% delas), você sabe que não deve pegar o cara por N razões, algo te diz que algumas delas são bem importantes, tipo não magoar alguém, mas ai ele já esta com o braço em volta de você (aqueles braços maravilhosos, diga-se de passagem), e o mundo já começou a girar e quando você vê… Pronto. A cagada está feita.

Eu acho que Deus é muito injusto quando te coloca numa situação dessas, porque veja bem, é muito difícil negar qualquer coisa quando o cara é muito bonito, perceba, você fica meio retardada, ele te pergunta qual o seu nome e você só falta responder “Peraí que eu vô checar! Me dá só um minuto”, as suas respostas sempre parecem ter saído do Guia de Pegação da sua avó (e as piadas também). É terrível.

Esse já não é um problema que você tem com os feios. O feio ele consegue ver quem você é de verdade, porque você está zero interessada em impressionar, então você simplesmente é legal. Eu por exemplo, tenho o dom de impressionar TODOS os caras que eu cruzo na balada, com exceção do cara que eu quero pegar, porque lógico, com esse eu sempre viro uma completa imbecil, só falta babar enquanto falo com ele.

Agora me diz Brasil, o que eu posso fazer? Começar a olhar mais para o interior das pessoas e perceber que talvez os caras feios sejam a melhor opção?

Claro que não.

Porque eu estou trabalhando pra achar uma solução para o problema e não pra me jogar de cabeça no limbo dos relacionamentos néam?!

Então pra você que está se descabelando toda pensando “E agora José?” eu te trago uma alternativa, é claro que não vai resolver o problema, mas da pra tapar o sol com a peneira por algum tempo: Toda vez que eu vou responder alguma coisa pra um bonito a primeira coisa que eu faço é pensar, se ele fosse o (insira aqui o nome de qualquer amigo seu que seja feio e arraste uma asa pra você), o que eu responderia? Ai eu respondo. Claro que isso só quando estou conversando pelo Whats ou pelo Face, porque se eu demorar tudo isso pra responder o cara que está na minha frente, ele vai ter certeza que eu não bato bem.

Eu sei que tudo isso parece bem fútil, e talvez realmente seja, mas como eu já disse e repito, eu não estou nem ai. Não estou dizendo que eu SÓ olho para a beleza do cara, só estou dizendo que QUANDO o cara é bonito eu perco o chão.

E como já diria Céu, “Menino bonito. Menino bonito, ai…”

PS: Esse moço da foto não é de Deus né?! Fala sério…

A sua falta de jeito

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Entre amores e desamores você apareceu. Não era, nem um, nem outro e levando em consideração o luminoso “Eu Sou Piranhão” que piscava na sua testa, eu logo decretei:

– Esse não serve pra mim.

E por saber disso assim tão prontamente, me joguei de cabeça, e fiz uma coisa que há muito tempo não fazia. Fui eu mesma. Porque se não servia, não precisava me preocupar com “o que ele ia pensar de mim se…”.

Não sei bem se foi o relógio vermelho, o cabelo comprido, a cara de doido ou a simetria entre a sinceridade brutal e a indiferença fingida. Mas tinha alguma coisa ali que me dava a nítida impressão que, apesar de não acreditar em uma palavra do que ele dizia, era a pessoa mais sincera eu ia conhecer naquele lugar. Loucura né.

Bom, a sua falta de jeito seguiu pela noite. Uma, duas, três vezes, mas ao invés de me enfurecer, aquilo me fez rir. Muito. Eu me diverti com o fato de ele ser diferente de todos ali. Porque ele era. Visivelmente. E me vi, em todas as vezes que era EU a diferente da história, talvez fosse por isso que eu não levei a mal as loucuras que ele disse. Não vou dizer que eu entendi porque isso seria groselha, mas eu aceitei.

A coisa toda não teve teatrinho, foi meio natural, eu acho, as coisas simplesmente foram acontecendo e quando eu vi ele já estava comigo, não teve cara de história de amor. Porque não era. Não é.

Se vai ficar eu não sei, mas espero que fique. E que me faça rir outras vezes, e que um dia tire o “Eu Sou Piranhão” da testa. Não por mim, mas por alguém que o faça se sentir bem.

Enfim, queria aqui declarar meu bem querer por esse recém-chegado. Sem expectativas, nem planos mirabolantes para o futuro. Um bem querer agradecido, por alguém que, me permitiu ser exatamente o que eu era, sem julgamentos, nem repressões.

Ao Menino Homem dos Sapatos Coloridos.

Um sentimento chamado preguiça

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Sabe, como toda boa garota cínica eu sou romântica, ou pelo menos penso que sou, o que é quase a mesma coisa. E até esse momento da minha vidinha mais o menos eu pensava que, como toda cínica que pensa que é romântica eu queria um amor, sabe, aquela coisa estilo Frejat (me julgue, eu não ligo) “Procuro um amor que seja bom pra mim, vou procurar eu vou até o fim…” e eu era feliz assim.

Mas ultimamente tenho percebido que não sei se é realmente isso que eu quero, amores, romances, rolos isso dá trabalho galera! Um trabalho que na boa, eu não sei se eu estou disposta a ter nesse momento, pensa comigo, começa com todo o desgaste mental pra parecer legal/inteligente/fofa nas conversas por Whatsapp, depois você surtando pra escolher o look ideal pra sair com ele, porque óbvio, você tem que ser sexy e clássica e autêntica tudo na mesma roupa e sem falar em toda aquela coisa da manutenção, não da pra você sumir quando da vontade, afinal estamos falando aqui de relacionamentos, você tem que encontrar um equilíbrio entre o “amo você” e o “tô cagando”, isso não é fácil.

Outra coisa, nesses tempos de Google em que a gente vive, se você quer um amor amiga, você tem que ter saúde mental pra aguentar toda a pressão psicológica do “leu e não respondeu” as pessoas fazem isso, eu não sei porque mas fazem é um fato. O nego leu a sua mensagem, tá la escrito não da pra negar e simplesmente escolheu, veja bem, ES-CO-LHEU não te responder, sério não to com saúde pra isso, como diria uma amiga minha “Me dá uma chinelada na cara, mas não fica sem me responder”.

Agora me fala, pensando em tudo isso, será que vale a pena? Não vale.

Não to falando vamos todas entrar no convento porque o mundo não tem salvação, vai na festa, pega o cara, curte, dança, faz cagada, entra na vibe do “todos os grandes felinos me pertencem”, não tem problema, mas entrar em um rolo agora? Sério mesmo? Só se o cara valer muito a pena. E não quero dizer o mais bonito, quero dizer o que estiver fazendo o maior esforço, tipo, o cara já tomou 80 botas minhas e continua me chamando pra sair, ok, vamos dar uma chance, vamos revisar seu caso e entraremos em contato assim que eu estiver com paciência.

Por fim, enquanto eu estiver nessa vibe, não, eu não quero amores, eu quero súditos.