Eventos no face: Um drama real.

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Você e o boy estão saindo já faz um mês, status do relacionamento: Indefinido. Ele confirma presença em uma festa e vc…?

“E vc?”

Essa é a pergunta que você se faz. Porque o fato é que á festa é bem legal, na verdade sua amiga já tinha te chamado pra ir com ela e talvez você já tenha até aceitado, mas quando o bofe confirma presença antes de você, começa o drama.

A começar porque ELE NÃO TE CONVIDOU, aliás, não só NÃO TE CONVIDOU, como também nem chegou comentar sobre o evento com você, o que já te faz começar a pensar na possibilidade ele não fazer muita questão da sua presença. E isso não é o pior, nãããaao minha gente, o pior é que se você confirmar presença agora, ele pode achar que você é a louca “stalker”, mas se você não confirmar e aparecer, aí ele vai ter certeza disso! Inclusive, deixa eu te avisar, se você optar pela segunda opção, não só vai ser considerada a louca que segue ele, como também ainda corre o risco de ver ele pegando outra. #compreumlevedois

E nem precisamos comentar sobre os casos em que você vai dar aquela olhadinha, sem compromisso, nos confirmados e encontra:

a) A ex dele

b) A última quenga que ele adicionou

c) Todas as anteriores

Porque aí você já pensa que ele não só não te convidou, como também fez o favor de chamar outra. Isso tira o sono de qualquer mulher.

O que fazer numa situ dessas? Porque, eu não sei vocês, mas eu não sei lidar com isso. Então você vai pedir ajuda pra os universitários e as opiniões se dividem entre: Os que acham que você deve ir e foda-se e os que acham que você deveria mudar a programção e evitar esse mico desnecessário. Porque seus amigos nunca vão entrar em um concenso.

E você fica lá, sem saber pra onde correr. É nessas horas que chega aquela amiga hippie que te diz pra “seguir seu coração” e você decide que a melhor abordagem para este problema seria trazer o assunto, assim como quem não quer nada, na conversa com o boy, de forma muito sutil, claro, para que ele não perceba que você acompanha cada vírgula que ele posta nas redes socias. Mas o problema é que eu não tenho o dom da sutileza, então acabo começando a conversa com: ” Vi que você confirmou presença na festa,…”

Gente, qualquer frase que começa com “Vi que você confirmou/postou/curtiu/etc…” já começou errado. Mas no fim nas contas eu descobri que, quando se trata de eventos,  não existe maneira mais sutil que a sinceridade. Fala. A. Verdade.

“Cara, o Face me contou que você vai numa festa que a minha amiga já tinha me chamado pra ir,  eu ainda não sei se vou, mas a festa parece legal, né?!”

Perceba como agora o problema é dele e não seu. Você já deu o aviso que sabe que ele vai e que talvez você apareça lá também. A partir desse momento, se você chegar lá e ele estiver com outra, você está 100% autorizada a riscar ele da sua lista de contatos porque, se isso acontecer, claramente tem alguém pouco se fudendo pra você na parada.

Pode ser que ele te ache louca? Pode. Mas fodassi. Tem 7 bilhões de pessoas no mundo, se ele achar, você arruma outro.

Ela não é tímida, o nome disso é chatice.

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E viva o carnaval, viva o glitter, viva essas duas horas que eu arrumei no meio do dia pra escrever esse post maravilhoso, viva a blogueira mais chulé desse Brasil: Eu!

Estava eu no carnaval numa viagem de grupo. Todos sabem que viagens de grupo são complicadas por motivos de: as pessoas são diferentes e cada um tem uma ideia diferente de diversão. Mas essa estava um pouco mais desafiadora, visto que tínhamos gringos no meio do grupo, ou seja, além da coisa das características pessoais a gente também tinha que lidar com as diferenças culturais de cada um dos nossos coleguinhas e eu não sou assim a pessoa mais paciente do mundo, então digamos que no segundo dia eu já estava querendo fugir pras montanhas.

No meio desses queridos tínhamos uma menina, ela era namorada de um dos caras e se você fosse apresentada pra ela pensaria a mesma coisa que eu: Que fofa!

Ela era pequena, falava pouco e parecia concordar com tudo. Todos falavam razoavelmente bem dela, perceba, razoavelmente, ninguém parecia conhecer ela a fundo mesmo ela sendo namorada de longa data de um dos melhores amigos do dono da casa, mas ainda assim ninguém reclamou da menina também, então eu, com todo o meu otimismo, concordei quando me disseram: “É que ela é tímida, muito tímida”.

Mas não foram necessárias nem 24 horas pra perceber que de tímida ali não tinha nem o branquinho do olho #peganafalsidade. Todo mundo no bloquinho, curtindo a valer, não deu nem 15 minutos os dois somem. Se fosse qualquer outro casal você pensaria, “ok, foram transar, viva o carnaval!”, mas o caso é que eles não foram, eles saíram do bloquinho porque a fofa não gosta.

“Mas não gosta do que?” perguntei eu pra ela, porque afinal de contas, você está no fucking Rio de Janeiro.

“Das pessoas suadas me encostando, muita gente junta, do calor…”

Porque claro que é por isso que as pessoas vão ao bloquinho não é mesmo?! Quem é que não gosta de ser besuntada por fluídos de desconhecidos num calor de 40 graus enquanto é empurrada rua abaixo? Eu amo! Você não?!

Não tem nada a ver com a música super legal, a bateria que faz a gente vibrar, os amigos bêbados todos dançando juntos no meio da rua enquanto a gente usa aquelas roupas que sempre quis usar, mas nunca pode porque as regras sociais não permitem. Quem foi o louco que pensou isso?

Nota: Se você quer um carnaval frio e com pouca gente a Antártida tá aí pra isso, vai lá diferentona.

E então começou a saga, todos vão comer pizza, menos eles, porque ela está cansada de pizza, todos vão pra pixxta na balada, menos eles, porque ela disse que está muito calor lá, todos vão isso, todos vão aquilo, menos o casal 20, diferentão, pinguim do ponto frio, descobridor do Brasil, Telecine Cult. É claro que em NENHUMA dessas situações se ouviu a voz da garota dizendo “eu não quero” ela apenas comunicava ao banana namorado, que depois informava o resto do grupo.

Mas até ai ok, ela não estava me incomodando, eis que, um belo dia, chego eu em casa pra tomar banho e sou informada que a minha cama foi passada para o casal, porque a fofa estava com dor nas costas de dormir no colchão de ar. Mano. Do. Céu. Eu não teria ligado se tivessem me colocado pra dormir na sacada se fosse necessário, mas o caso é que só porque a minha cama era melhor a pequena notável tinha que ir lá cobiçar. É de cair o cu da bunda né. É claro que em nenhum momento ELA veio falar comigo, afinal de contas porque ela faria isso não é mesmo?! Só porque ela estava me tirando da minha cama?! Bobagem!

E o pior de tudo, durante todo esse tempo, as outras pessoas da casa (em sua maioria homens) continuaram achando que ela era “apenas tímida”. A fala sério galera, vai ser chata a assim lá na sua terra, eu prefiro ser maloqueira e curtir a vida sem frescura, do que ser esse bibelô dos infernos.

A Teoria do Abacate

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Desabafo. Pessoas lindas, eu tive um enorme desgosto (que quase me fez desistir do blog) com o último texto que eu traduzi aqui no Relatos devido a quantidade de blogayros que tiveram a pachorra de vir aqui, mandar um ctrl+c ctrl+v, NA MAIOR CARUDA, e não se dar nem ao trabalho de mencionar o meu humilde blog. Então estou eu aqui novamente, pedindo educadamente pra você, cara de pau, que vai copiar o texto, valorizar as últimas horas que eu passei perdendo o meu tempo, pra traduzir pra você, e coloca o link do blog fazfavor, não te custa nada (copiar o texto e mudar três palavras ainda é considerado cópia, só lembrando).  E pra você fã da Diva, se ver alguma putaria desse tipo acontecendo, VAI LÁ E METE A BOCA.

E agora… O texto.

Abacates são, provavelmente, umas das melhores coisas já inventadas. É como se a natureza tivesse acordado um dia e foi tipo, “Eu faço tanta merda (tornados, terremotos, tempestades de granizo) então hoje eu vou compensar isso dando a vocês o abacate”.

A única ressalva dos abacates é que você precisa ser muito ninja pra saber exatamente quando eles estão maduros, como evidenciado por um meme que anda circulando pelo Instagram:

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

ME COMA AGORA!

Tarde demais.

– Abacates 

Com as bananas, você consegue dizer o que está acontecendo por dentro graças a uma casca que muda de esverdeado, para amarelo, para manchado de marrom. Mas não o abacate, onde todo o processo de amadurecimento varia em tons alucinantes da mesma cor: muito verde, para verde, para verde exército, para… Eu acho que isso ainda é verde, mas pode ser marrom, e isso quer dizer que já está pronto pra comer? Todos os que já esperaram uma semana inteira um abacate amadurecer para poder fazer guacamole, sabem o horror de descobrir que o espécime – perfeito apenas uma hora atrás – de repente ficou duvidoso.

E o mesmo ditado vale para os homens com menos de 30.

Pegue como exemplo um cara comum nos seus vinte e poucos. (Vamos chama-lo de Lev em homenagem ao meu colega de quarto, porque é um nome engraçado e eu vou ter que repeti-lo muitas vezes para esclarecer meu ponto. Isso é o que você ganha por deixar o acento da privada levantado!)

Lev tem 25 anos, é atraente, e consideravelmente bem sucedido. Lev conhece esses fatos sobre si mesmo. E por causa da sua auto-consciência e do nível elevado de sua auto- estima, devido em grande parte a seu cabelo ainda forte e o metabolismo que está longe do declínio, ele não tem a menor pressa para entrar em um relacionamento. Ele está testando as possibilidades e arrasando as pistas de dança. Lev está saindo com cada garota bonita usando um rabo de cavalo que ele não considera uma assassina em série e, portanto, vai passar o número do celular em troca da sua cantada barata.

Garotas vão se apaixonar por ele. Elas vão tentar namorar sério com ele e vão lamentar coletivamente quando seus esforços falharem. Elas vão se perguntar se foi algo que fizeram ou algo que disseram, se foi a cor chamativa das suas calças ou o fato que elas pediram salada ao invés de um hambúrguer. Mas Lev apenas não estava pronto ainda. (Não foram elas, foi ele).

Aos 26, ele ainda não estava pronto.

Aos 27, ele ainda não estava pronto.

28? Não ainda.

Então os 29 chegam e um belo dia, do nada, nosso cara comum identificado como Lev conhece uma garota. Talvez ela não seja particularmente especial, não era a mais bonita, nem a mais inteligente, nem aquela com a qual ele tinha mais coisas em comum, mas porque Lev é essencialmente um abacate, ele decidiu que neste exato segundo, ele está PRONTO e ela é A garota.

Entretanto, se a garota mencionada não estiver pronta no mesmo momento – (garotas seguem um padrão semelhante, embora eu diria que apesar da natureza fálica do fruto, somos muito mais parecidas com bananas) – então as coisas ficam estranhas. Lev se torna maduro. Em seu desejo de garantir uma companheira, ele se torna muito mole, tanto figurativa como literalmente, sufocando a mesma com a sua necessidade de se estabelecer.

Eu descobri que esse estágio tende a acontecer bem perto dos 3 ah: seus amigos estão casando, seus familiares estão começando a fazer perguntas irritantes, e o momento parece “certo”. Na teoria, é a situação ideal, mas se a senhora a sua espera ainda é uma banana verde, a receita toda está errada e o relacionamento inevitavelmente falha.

Minh amiga Lisa tinha acabado de sair de um relacionamento (24 anos, gatinha) e apesar de gostar da idéia do namoro, não estava procurando nada sério. Então ela foi arranjada para um cara nos seus trinta e poucos, que se encaixava em todos os seus critérios. Eles se divertiram horrores, ela estava afim, e então, como se tivesse sido atingido pela força da flecha “pós- vinteealgumacoisa” do Cúpido, de repente se tornou evidente que ele estava procurando pelo Relacionamento.

“Eu não acho que tinha nada especial que ele gostava em mim,” ela disse. “Ele estava apenas pronto pra ter alguém pra dar o próximo passo. Poderia ter sido qualquer uma.” Eles terminaram e alguns meses depois, ele estava noivo de alguém que ele conheceu na internet.

Abacates, cara.

Texto lindo traduzido do Man Repeller que eu super recomendo.

O dia em que eu cansei de ser difícil

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Existem dois tipos de caras no mundo: aqueles que estão te amando e você está cagando pra eles e aqueles que você está amando, mas que cagam pra você. Dizem por ai que existe um terceiro tipo, aquele que você está amando e que está te amando de volta, mas isso é lenda urbana amiga, nem perca seu tempo.

Como é de sabedoria comum, você sempre vai gostar mais do segundo tipo, por algum motivo que só pode ser explicado por Deus, ou qualquer outra Entidade Maior com um senso de humor um tanto quanto negro.

Já cansada de ficar tentando chamar atenção rapaz com posts no Face, você resolve deixar de ser bunda mole e chamar o rapaz pra sair. Será que devo?, foi o que você pensou, e foi fazer uma enquete cozamigo pra saber o tamanho da cagada que estava prestes a cometer. Como era de se esperar, a maioria deles te diz pra não fazer e UM diz que “seria ok”, mas é óbvio que o voto da fulana que concordou contigo vale mais que todos os outros 6870987 votos contra, afinal de contas, nem o demônio é capaz de segurar uma mulher obcecada.

Beleza, passamos para a etapa dois do plano: Chamar o rapaz pra sair.

E é nesse momento que começa a masturbação mental. Se tem uma coisa que tira a minha saúde, é ficar tentando adivinhar o futuro, primeiro porque queima meus neurônios e segundo porque nunca da certo, ou seja, estou queimando neurônios a toa e isso nunca é bacana.

Mas ok, voltando ao assunto, você começa a pensar qual seria o dia mais propício para que o convite seja aceito (vulgo, tentando adivinhar o futuro #adoro). Sexta? Não, sexta teria que ser à noite, e sexta a noite todo mundo já tem programação, ou está cansado. Sábado? Puts, mas se eu chamar sábado a noite vai parecer muito programinha de casal, eu já to dando a maior canja chamando ele pra sair, não quero que ele pense que eu to tãão afim assim. Já sei vou chamar sábado a tarde!… Melhor não, se não ele vai achar que eu to chamando à tarde porque de noite já tenho outra coisa, tipo muito piriguete… Então você chega a conclusão óbvia que domingo é o melhor dia, ninguém faz nada no domingo, ele não deve fugir a regra, você pode fingir que foi uma ideia de momento e ele vai ficar pra sempre imaginando se você chamou no domingo porque estava suuuper ocupada nos outros dias (aham…) ou se você estava só fazendo um doce.

Aí você começa uma conversa com o moço, fala umas groselhas e manda o convite, e aqui, minha querida, você terá um dos 5 minutos mais longos DA SUA VIDA (#panicohisteriadesespero), mas depois passa, juro. E tudo isso para o fofo te dizer “Putz, hoje eu tenho (insira aqui o ÚNICO compromisso de domingo que ele terá no mês) e não vou poder ir, mas vamos combinar semana que vem!”, tanto planejamento pra nada. Então você bate a sua cabeça na parede e diz, “Ah claro! Sem problemas!” e pronto, aqui acaba seu sonho cor de rosa.

E agora eu te pergunto, ele disse que não? De certa forma sim. Ele disse que sim? De certa forma sim. Logo, você continua na mesma, sem uma resposta e com alguns neurônios a menos. É de cair o cu da bunda viu?!

Need some help

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Gente, alguém me explica que eu não entendi.

Você vai à festa, toda trabalhada na beleza, e depois de beber todo o whisky disponível na festa pega um cidadão. Ele é bonitinho, um velho conhecido seu que namorava mas não namora mais, nada programado, ele é mais legal do que você se lembrava (talvez o whisky tenha alguma coisa a ver com isso) e pega muito melhor do que você imaginava (amém), até ai tudo lindo. Vocês casam na balada e ele te leva pra casa no fim da festa.

E viveram felizes para sempre né?! Não.

Cheguei na minha casa, já beirando a sobriedade, olhei no espelho e achei a menina do chamado me encarando de volta, o único problema é que essa menina do chamado é a mesma que ocupa a foto do meu RG e que por acaso, devia ser a mesma que estava no carro com o bonitinho conhecido. Merda. Ele não vai me procurar nemmmm a pauladas, pensei eu, e segui feliz com a minha vida.

Só que eu estava errada e eis que no domingo seguinte da festa, o limmdo entra em contato pelo face perguntando “se eu já estava recuperada da ressaca?”, e não só mandou mensagem como mandou do celular (uma palma para o Facebook dedo-duro). A gente pensa, gamou né?! Não deu nem pra esperar chegar em casa pra fingir que “estava lá no face sem fazer nada e vi você online”, mas ok. Eu, como toda boa moça que faz doce, esperei umas boas horas e respondi. Tudo lindo, um tempo depois o face me conta que ela já visualizou a maldita, ficou online e? E, e, e??? E eu pergunto: Brasil o que aconteceu?

Nada.

Ele não respondeu. Não comentou, não me deletou to face e acabou logo com essa palhaçada, não mandou uma mensagem cortando o assunto, não se dignou nem a um “hahaha” (o novo “não to afim de falar com você”). Mas por favor, alguém pode me explicar o que aconteceu aqui? Porque eu não entendi.

E não era nem que eu estava super querendo pegar ele de novo, ele era tipo uma daquelas balinhas de consultório sabe?! Você pega porque está ali, não porque você está com uma vontade louca de comer bala. Mas eu merecia pelo menos uma resposta né? Isso é educação, gente!

Bom, meu amigo falou que eu devo dar uma chance para o rapaz até a amanhã, só por caridade, então veremos. Se não já parto pra outro, porque como diria meu cabeleireiro, “eu não sou obrigada né?!”.

Beijos deusonicos pra você que também sofre com o mal do boy bipolar.

Os altos e baixos do Lollapaloza

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Eu fui.

Sabe, ano passado eu cometi o erro de não ir e me arrependi amargamente, então esse ano eu prometi a mim mesma que nem que eu tivesse que gastar todas as minhas economias, eu ia nessa merda. Fui e agora estou aqui pra contar os altos e baixos do que eu vi e ouvi no festival de burguesinhos mais badalado de Sampa City.

Primeiro dia:

Cheguei eu toda lindona, no melhor estilo “sou rockeira, não fale comigo” de botinha de couro e camiseta de mustache (um beijo pra você que sabe do que eu estou falando). Primeiro erro né, porque não dei nem cinco passos e atolei naquela grama que estava quase um mangue. Mas ok, tirando o fato de que a minha bota foi destruída, sem problemas, estamos ai pra curtir a música.

Fomos nós para o show do Deadmau5, um cara chega na minha amiga com a seguinte frase:

– Quer que eu segure a sua latinha?

Vamos lá, você, ser humano do sexo masculino com pelo menos meio cérebro, você consegue fazer melhor que isso vai?! Eu fico pensando o que se passa na cabeça de um cara como esse, o que ele realmente acha que vai acontecer, será que ele pensa que vai pegar a menina com essa?

Daí fomos para o show do The Killers, estamos lá super curtindo quando escuto um cara atrás de mim chegando em umas meninas:

– E ai?! Gostando do show?

Eu não ligo do cara chegar em mim em um festival de música, aliás eu não ligo de um cara chegar em mim em lugar nenhum, afinal, não está fácil pra ninguém e não estamos nessa vida a passeio. Mas poxa vida, você paga uma nota pra ver a banda, se propõe a ficar mais de uma hora sendo empurrada e amassada só pra conseguir um lugar razoável na multidão (aquele onde você consegue visualizar o topo da cabeça do vocalista sem ter que pular) e o cidadão acha que você tem que dar a maior atenção do mundo pra ele, o Zé da Linguiça que veio perguntar sobre a lua no meio do show, vamos combinar que não  rola.

E o mais engraçado, quando você está lá se ocupando em ser linda, sem fazer absolutamente NADA entre um show e outro (momento em que você espera que algum macho alpha venha dar o bote), ninguém vem falar com você. Mas tudo bem, se a vida fosse fácil nasceríamos todos já grudados no par perfeito.

Outra coisa que me incomodou profundamente, essa moda de legging “Beetlejuice” (listrada de preto e branco) que estava rolando solta por lá. Gente, se você tem duas toras de jatobá no lugar das pernas não vai inventar de colocar calça listrada PELO AMOR DO SEU ESPELHO! Aliás a não ser que você seja um pau de virar linguiça, não use legging com nenhum tipo de estampa, sério, é triste.

Segundo dia:

Fomos pra ver um show no começo da tarde, eu que já estava esperta fui de galocha. É feio? É! Mas sapato custa dinheiro gente, não da pra ficar estragando dois por festival, sinto muito.

Mas foi nesse dia que eu percebi a melhor parte do festival, os caras bonitos. É sério isso gente, eu fico me perguntando onde é que essas beldades se escondem no resto do ano, um dos caras era tão gato que eu quase parei ele pra dar parabéns. Tenso. Mas é óbvio que eles estavam lá só pra enfeitar o show, porque também não vi nenhum deles chegando em nenhuma menina. Típico.

Tirando isso eu também tive o desprazer de cruzar com um certo alguém duas vezes. Deus tem um senso de humor insano quando se trata da minha vida, 55 mil pessoas, 4 palcos, uns 10 peguetes que eu estava rezando pra encontrar “por acaso” e eu cruzo justamente com a ÚNICA pessoa que eu estava dispensando. Duas vezes. Seriously?

Bom, no fim das contas fomos para o show do The Black Keys, a música estava ótima, o show estava ótimo, mas o vocalista, meus queridos O vocalista. Ele merecia um parágrafo só pra ele (e o olhar 43 dele), mas como eu sei que ninguém aguentaria isso vou resumir toda minha admiração em uma só frase, Dan Auerbach fez o show com a roupa que ele pinta a casa (calça manchada e camisa furada) e ainda assim eu casaria com ele. Tipo, agora.

Dan, me liga. Porque Caio Castro é coisa do passado. Beijos.

 

Um sentimento chamado preguiça

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Sabe, como toda boa garota cínica eu sou romântica, ou pelo menos penso que sou, o que é quase a mesma coisa. E até esse momento da minha vidinha mais o menos eu pensava que, como toda cínica que pensa que é romântica eu queria um amor, sabe, aquela coisa estilo Frejat (me julgue, eu não ligo) “Procuro um amor que seja bom pra mim, vou procurar eu vou até o fim…” e eu era feliz assim.

Mas ultimamente tenho percebido que não sei se é realmente isso que eu quero, amores, romances, rolos isso dá trabalho galera! Um trabalho que na boa, eu não sei se eu estou disposta a ter nesse momento, pensa comigo, começa com todo o desgaste mental pra parecer legal/inteligente/fofa nas conversas por Whatsapp, depois você surtando pra escolher o look ideal pra sair com ele, porque óbvio, você tem que ser sexy e clássica e autêntica tudo na mesma roupa e sem falar em toda aquela coisa da manutenção, não da pra você sumir quando da vontade, afinal estamos falando aqui de relacionamentos, você tem que encontrar um equilíbrio entre o “amo você” e o “tô cagando”, isso não é fácil.

Outra coisa, nesses tempos de Google em que a gente vive, se você quer um amor amiga, você tem que ter saúde mental pra aguentar toda a pressão psicológica do “leu e não respondeu” as pessoas fazem isso, eu não sei porque mas fazem é um fato. O nego leu a sua mensagem, tá la escrito não da pra negar e simplesmente escolheu, veja bem, ES-CO-LHEU não te responder, sério não to com saúde pra isso, como diria uma amiga minha “Me dá uma chinelada na cara, mas não fica sem me responder”.

Agora me fala, pensando em tudo isso, será que vale a pena? Não vale.

Não to falando vamos todas entrar no convento porque o mundo não tem salvação, vai na festa, pega o cara, curte, dança, faz cagada, entra na vibe do “todos os grandes felinos me pertencem”, não tem problema, mas entrar em um rolo agora? Sério mesmo? Só se o cara valer muito a pena. E não quero dizer o mais bonito, quero dizer o que estiver fazendo o maior esforço, tipo, o cara já tomou 80 botas minhas e continua me chamando pra sair, ok, vamos dar uma chance, vamos revisar seu caso e entraremos em contato assim que eu estiver com paciência.

Por fim, enquanto eu estiver nessa vibe, não, eu não quero amores, eu quero súditos.