A Teoria do Abacate

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Desabafo. Pessoas lindas, eu tive um enorme desgosto (que quase me fez desistir do blog) com o último texto que eu traduzi aqui no Relatos devido a quantidade de blogayros que tiveram a pachorra de vir aqui, mandar um ctrl+c ctrl+v, NA MAIOR CARUDA, e não se dar nem ao trabalho de mencionar o meu humilde blog. Então estou eu aqui novamente, pedindo educadamente pra você, cara de pau, que vai copiar o texto, valorizar as últimas horas que eu passei perdendo o meu tempo, pra traduzir pra você, e coloca o link do blog fazfavor, não te custa nada (copiar o texto e mudar três palavras ainda é considerado cópia, só lembrando).  E pra você fã da Diva, se ver alguma putaria desse tipo acontecendo, VAI LÁ E METE A BOCA.

E agora… O texto.

Abacates são, provavelmente, umas das melhores coisas já inventadas. É como se a natureza tivesse acordado um dia e foi tipo, “Eu faço tanta merda (tornados, terremotos, tempestades de granizo) então hoje eu vou compensar isso dando a vocês o abacate”.

A única ressalva dos abacates é que você precisa ser muito ninja pra saber exatamente quando eles estão maduros, como evidenciado por um meme que anda circulando pelo Instagram:

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

Não ainda.

ME COMA AGORA!

Tarde demais.

– Abacates 

Com as bananas, você consegue dizer o que está acontecendo por dentro graças a uma casca que muda de esverdeado, para amarelo, para manchado de marrom. Mas não o abacate, onde todo o processo de amadurecimento varia em tons alucinantes da mesma cor: muito verde, para verde, para verde exército, para… Eu acho que isso ainda é verde, mas pode ser marrom, e isso quer dizer que já está pronto pra comer? Todos os que já esperaram uma semana inteira um abacate amadurecer para poder fazer guacamole, sabem o horror de descobrir que o espécime – perfeito apenas uma hora atrás – de repente ficou duvidoso.

E o mesmo ditado vale para os homens com menos de 30.

Pegue como exemplo um cara comum nos seus vinte e poucos. (Vamos chama-lo de Lev em homenagem ao meu colega de quarto, porque é um nome engraçado e eu vou ter que repeti-lo muitas vezes para esclarecer meu ponto. Isso é o que você ganha por deixar o acento da privada levantado!)

Lev tem 25 anos, é atraente, e consideravelmente bem sucedido. Lev conhece esses fatos sobre si mesmo. E por causa da sua auto-consciência e do nível elevado de sua auto- estima, devido em grande parte a seu cabelo ainda forte e o metabolismo que está longe do declínio, ele não tem a menor pressa para entrar em um relacionamento. Ele está testando as possibilidades e arrasando as pistas de dança. Lev está saindo com cada garota bonita usando um rabo de cavalo que ele não considera uma assassina em série e, portanto, vai passar o número do celular em troca da sua cantada barata.

Garotas vão se apaixonar por ele. Elas vão tentar namorar sério com ele e vão lamentar coletivamente quando seus esforços falharem. Elas vão se perguntar se foi algo que fizeram ou algo que disseram, se foi a cor chamativa das suas calças ou o fato que elas pediram salada ao invés de um hambúrguer. Mas Lev apenas não estava pronto ainda. (Não foram elas, foi ele).

Aos 26, ele ainda não estava pronto.

Aos 27, ele ainda não estava pronto.

28? Não ainda.

Então os 29 chegam e um belo dia, do nada, nosso cara comum identificado como Lev conhece uma garota. Talvez ela não seja particularmente especial, não era a mais bonita, nem a mais inteligente, nem aquela com a qual ele tinha mais coisas em comum, mas porque Lev é essencialmente um abacate, ele decidiu que neste exato segundo, ele está PRONTO e ela é A garota.

Entretanto, se a garota mencionada não estiver pronta no mesmo momento – (garotas seguem um padrão semelhante, embora eu diria que apesar da natureza fálica do fruto, somos muito mais parecidas com bananas) – então as coisas ficam estranhas. Lev se torna maduro. Em seu desejo de garantir uma companheira, ele se torna muito mole, tanto figurativa como literalmente, sufocando a mesma com a sua necessidade de se estabelecer.

Eu descobri que esse estágio tende a acontecer bem perto dos 3 ah: seus amigos estão casando, seus familiares estão começando a fazer perguntas irritantes, e o momento parece “certo”. Na teoria, é a situação ideal, mas se a senhora a sua espera ainda é uma banana verde, a receita toda está errada e o relacionamento inevitavelmente falha.

Minh amiga Lisa tinha acabado de sair de um relacionamento (24 anos, gatinha) e apesar de gostar da idéia do namoro, não estava procurando nada sério. Então ela foi arranjada para um cara nos seus trinta e poucos, que se encaixava em todos os seus critérios. Eles se divertiram horrores, ela estava afim, e então, como se tivesse sido atingido pela força da flecha “pós- vinteealgumacoisa” do Cúpido, de repente se tornou evidente que ele estava procurando pelo Relacionamento.

“Eu não acho que tinha nada especial que ele gostava em mim,” ela disse. “Ele estava apenas pronto pra ter alguém pra dar o próximo passo. Poderia ter sido qualquer uma.” Eles terminaram e alguns meses depois, ele estava noivo de alguém que ele conheceu na internet.

Abacates, cara.

Texto lindo traduzido do Man Repeller que eu super recomendo.

Não vai rolar.

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Existem dois grupos de caras que tomam foras: o grupo dos Não Quero e o grupo dos Acho Melhor Não.

O grupo dos Não Quero são aqueles que eu não tenho o menor interesse em pegar, simples assim. A culpa não é sua, a culpa não é minha, a culpa é do universo que não colocou química nessa relação. Neste grupo estão aqueles caras que não tem a menor chance, não importa quantas vezes e nem de quais maneiras eles estão chegando em mim.

É uma questão de interesse, eu não me acho melhor que ninguém, é só que existem pessoas que estão afim e pessoas que não estão, assim como existem pessoas que gostam de alho e pessoas que não gostam e, no caso, eu estaria neste segundo grupo. Exemplo:

Tem um carinha afim de mim. Mas não é qualquer carinha, é um amigo de uma amiga minha, que eu já conheço há algum tempo, leia-se, que eu não quero pegar a algum tempo, já que, desde então, o menino chegou em mim pelo menos umas 15 vezes (chutando baixo).

Fico me perguntando o que passa pela cabeça desse indivíduo, quando ele resolve chegar em mim mais uma vez depois de tantos foras. Porque veja, eu já expliquei pra ele de todas as maneiras delicadas (e indelicadas também), que não vai rolar MEIXMO, que ele é muito legal e tudo mais, mas que deste mato não vai sair coelho, então que ele deveria PARAR de tentar, porque já está começando a ficar chato. Mais clara que isso só se eu disser “Querido, eu estou mais inclinada a entrar para um convento do que para mudar de ideia quanto a ficar com você”, lembrando que eu estou para o convento assim como os golfinhos estão para voar.

Mas aparentemente a audição dele está com algum problema, visto que, ele CONTINUA tentando. Esse é brasileiro.

Já o grupo dos Acho Melhor Não (mais conhecido como Bom Senso), são aqueles que, em situações normais, teriam TODAS as chances do mundo com você (leia-se: aqueles dignos do “Me pega, por favor? To pedindo com educação“), mas que, por algum motivo, você acha melhor não pegar.

Podem existir vários motivos pra isso acontecer, mas o mais comum deles é quando você sabe exatamente que tipo de traste é aquele, e simplesmente não quer aquilo na sua vida. É só. Exemplo:

Eu tenho amigos cafajestes. Eles são ótimas pessoas, eles são lindos, inteligentes, simpáticos, rhycos, educados, mas eles não valem nem uma coxinha COM cabelo. E eu sei disso, aliás, todo mundo sabe disso, então chegamos ao acordo que seriamos amigos (eu cheguei no acordo na verdade, pra eles, se fizer sombra eles estão pegando), não porque eu não queira pega-los – Deus, dai-me força de vontade – mas porque eu NÃO VOU me colocar nesta situação que eu sei como vai terminar. Mal.

O problema é que, pra esse segundo grupo a chance existe, e eles sabem disso, então dependendo do tamanho da vontade (ou da birra) deles, eles acabam conseguindo te convencer de que nem tudo é tão horrível quanto parece, que nem todo príncipe é sapo e que no final tudo vai dar certo. E todo mundo sabe como essa história termina néam?!!

Mal.

O causo é que nenhum desses dois grupos é próprio para consumo, ou para relacionamentos, e ultimamente é só o que tem me aparecido, ou seja, minha vida amorosa está tipo as eleições presidenciais: só candidatos inviáveis.

Eu queria muito gostar sinceramente de algum dos candidatos do primeiro grupo, eu juro que queria. Ou que os bonitinhos do segundo grupo resolvessem ser decentes uma vez na vida.  As coisas podiam ser simples, tipo aquela música da década de 70, “I want you to want me” e é isso, tudo ia ser tão fácil, massss… Se fosse fácil não chamava vida, chamava biscate.

Agora meninas, como eu ouvi (de uma gênia, parabéns, clap, clap) outro dia na balada:

Mais do que razão, mais do que dinheiro, na vida é importante ter: critério”

Se não for leve, que o vento leve.

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Acabei de tomar um pé na bunda.

TA- DAAÁ!!

Por Whatsapp.

TA- DAAÁ!!

Bem vindo ao Essa É Minha Vida. #risos

Conheci o menino, já estava pegandinho ele a mais de mês, ele era um fofo, mandava mensagem, deu parabéns no aniversário, curtia geral as fotos no insta, cheio de dengo pro meu lado, chamou pra sair (só chamou tá gente?!), me ligou (que tipo de pessoa não apaixonada faz isso em 2014?), casou comigo uma festa inteira, IA NA MISSA DE DOMINGO (!!!!!), você pensa que uma pessoa dessa deve ser de bem né?! TEMQUE ser de bem! Mas, os padres pedófilos estão ai pra provar que não é só de santo que vive a igreja, e seguindo esse exemplo está…

Rufem os tambores…

MEU BOFE!

Vou contar uma história pra vocês, que começou quarta passada, quando eu estava conversando com o indivíduo e comentei que eu IA nesta festa. Perceba, eu não disse “acho”, eu não disse “talvez” e com certeza eu não disse “existe a possibilidade”, agora me diga você, caro leitor, qual outra interpretação uma pessoa pode ter da frase “Eu vou na festa” que não seja a que o eu, que no caso se refere a mim, vai na porra festa? Nenhuma.

Ok, guardem esta parte da história que é importante.

É claro que depois de quarta ele fez o Mister M e sumiu, porque estava muito ocupado pegando outras trabalhando muito, mas, como eu já sou vacinada, achei de bom tom dar um alô pro moleque, nada muito sério, algo nas linhas de “Oi! To viva ta?!”, e pensando assim mandei um Whats perguntando da festa. Às 10 da noite. Agora me fala, vocês receberam a resposta?

Nem eu.

E nem preciso entrar no mérito do “eu sei que ele viu porque o Whatsapp é dedo duro”, porque já conversamos sobre isso aqui e eu não quero ser repetitiva.

Bom, ok né?! Geral feliz, geral na festa se divertindo, eu já tinha visto o cidadão, ele também já tinha notado a minha presença, visto que, ele não é cego e eu tenho o dom de me fazer ser notada, mas estava na minha, esperando ele fazer as vezes de cavalheiro e vir me cumprimentar. Tudo estava indo bem, quando de repente visualizo o limmmdoo enfiando a língua na garganta de uma quenga, obviamente que nesse momento fui possuída pelo ritmo ragatanga, mas, sendo a dama que sou, lidei com a situação da maneira mais adulta possível.

Bebendo sozinha o open bar inteiro da festa e contando a história pra todas as mulheres do banheiro, óbvio. A inteligência emocional mandou um grande beijo.

E aí que 18 copos de vodka depois, momento esse que eu já tinha perdido a classe, a noção, a paciência e um brinco, eu fui falar com ele, porque eu não sou tuas nega, e o menino vira e me diz “Puts, nem tinha te visto” e eu respondo “Eu te vi… pegando outra menina” #fofa. Dai começou aquela série de explicações, porque “eu não sabia que vc estaria aqui” (oi? #perdadememória) e blábláblá… Enfim, deu aquela enrolada. Eu sorri, virei as costas e sai rebolando. Eis que, eu não tinha nem chegado até o andar de cima o menino vem correndo, pega no meu braço e pergunta “Você tá bem?”.

Nesse momento eu fiquei na dúvida entre fazer a Nazaré Tedesco e jogar o cara escada abaixo ou só responder, mas decidi apostar na segunda opção e respondi, sorrindo claro, “Obvio que não! Já bebi o bar inteiro pra ver se eu esqueço o que eu vi lá em baixo” só faltou o seu idiota no fim, mas essa parte eu guardei pra mim. E então minha amiga, que é a melhor amiga que existe nessa terra, teve o tato de me puxar e dizer pra ele, desculpa, mas você não vai falar com ela agora porque ela está bêbada, amanhã, se ela quiser vocês conversam. Depois disso eu bebi mais um pouco e fui levada pra casa, porque já não tinha mais condições de eu ficar lá.

Acordo no dia seguinte com a ressaca do milênio, pego o celular e encontro um segundo testamento inteiro, mandado pelo bofe no meu Whats. A mensagem, além de discutir o sexo dos anjos, os conflitos entre Israel e a Palestina e se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha, falava basicamente que ele gosta de mim e que em outros tempos eu seria a menina ideal, porém, já passou por muitas desilusões amorosas (só ele viu?!) e nesse momento não está a fim de se envolver com ninguém, que gosta também de outras meninas e está saindo com todas sem a menor intenção de ter alguma coisa séria. Ou seja: Está tocando o puteiro mesmo. E que ele entende que eu não vou aceitar isso, mas que agora, apesar de gostar de mim (me ama, da pra perceber no brilho dos olhos né?!), ele não tem a intenção de me colocar como a única. Em grosseiras palavras: Estou te dando um pé na bunda, um beijo carinhoso.

Se doeu? Claro que sim! Se eu chorei? Rios de lágrimas! Se ele sabe disso? Óbvio que não. Fui pra casa da minha amiga e contei toda a novela, já estava pronta pra não responder nada, eis que, vira o namorado dela e diz “Responde sim, diz pra ele, thanks for the update (o namo dela é meio gringo)” e foi exatamente isso que eu fiz, bem em baixo do pergaminho que ele me mandou eu escrevi:

haha tks for the update

tá tranquilo

bjs

Atente para a risada no começo, já que, como vocês já devem ter notado, bom humor é indispensável pra mim.

Agora antes que me crucifiquem aqui, vamos esclarecer: Racionalmente eu sei que o menino não fez por mal, porém, nesses momentos as pessoas não costumam ser muito racionais e eu sou uma pessoa, então tenho esse direito.

E agora como se esse post já não estivesse grande o suficiente eu vou contar outra história, um: porque eu achei essa história muito legal e dois: porque eu estou a tempos sem escrever então acho que vocês ainda estão com paciência pra ler.

Uma amiga foi pra um show quinta passada na abertura da copa e um cara que ela tinha saído no domingo anterior, pra ir ao cinema #casalzinho estava lá, acontece que o cara é um grude só e ela estava morrendo de medo que o cara ficasse grudado nela. Só que, em dado momento, ela viu o cara com outra e, não satisfeita, ela mandou uma mensagem pra ele dizendo:

você ta namorandinho?

eu tbm

E ai ela ficou com outro cara que ela sempre fica e pagou esse mico desnecessário, porém, insanamente divertido, fazendo o meu dia de hoje ficar menos cinza. Obrigada por isso.

E agora eu termino esse post com um ensinamento do Dalai Lama, não pera, é da Dori mesmo, sempre confundo os dois (to muito engraçada hoje #SQN).

Não era amor, era falta do que fazer.

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As vezes a gente pensa que está apaixonada, na verdade a gente tem certeza que isso está acontecendo, os sintomas estão todos lá: o frio na barriga, a obsessão pelo celular, aquela alegria toda vez que recebe mensagem do fulano, a espera inútil pelo convite para um cinema, a masturbação mental do “será que ele me quer, será que dessa vez vai dar certo”, está tudo ali. Você está toda bobona pensando o se o fato de ele ter demorado mais de 10 minutos pra te responder quer dizer que:

a) Ele não te quer mais, já está pegando outra e essa é uma tentativa sutil de te dizer pra não puxar mais assunto, esqueça ele.

b) Ele está ocupado, fazendo alguma coisa importante do tipo, sei lá, vivendo. Já que ele é uma pessoa normal que não vive grudada no celular.

Eu sou o tipo de neurótica que sempre pensa na primeira, mas, secretamente, eu sei que a segunda é a resposta certa em aproximadamente 70% dos casos.

Enfim, o que acontece é que em algum momento todo mundo passa por isso e comigo não foi diferente, estava eu toda besta, gastando ATPs para descobrir se deveria usar um ou dois pontos de exclamação para responder a mensagem do indivíduo, quando cheguei para o almoço com uma grande (e sábia) amiga minha. E quando contei pra ela meu dilema e perguntei a sua opinião o diálogo foi mais ou menos esse:

– O que você quer com ele?

– Quero sair com ele.

– Ta, e o que mais?

– Não sei, não pensei nisso ainda.

– Amiga, deixa eu te contar, você não precisa de uma furadeira, você precisa de um buraco na parede.

– Como assim?

– Como assim que você não quer ELE, você quer um date. Alias, se eu te conheço bem, você só quer estar saindo com alguém, então ao invés de ficar aqui gastando energia com o boy que está se fazendo de difícil, mande uma mensagem pra aquele outro que vive correndo atrás de você.

E sabe de uma coisa?! Foi exatamente o que eu fiz. E sabe de outra coisa?! Foi o melhor conselho que alguém me deu na vida.

Galera se está difícil, está errado. Escolha outra vítima e move on.

Isso me dá tic tic nervoso.

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Eu tenho uma teoria que existem dois tipos de mulheres no mundo: as neuróticas e as atrizes.

As neuróticas são aquelas tipo eu e você, que tem crises toda vez que o bofe “ta estranho“, chiliques toda vez que a ex da like na foto de perfil do lindo, surta quando uma quenga vem dar em cima dele na balada bem ao seu lado, e as outras são aquelas que fazem tudo isso, só que com uma discrição Jedi pra que ninguém perceba. Ou seja, todas as mulheres são neuróticas, não tem como evitar, faz parte do nosso charme.

Sabendo disso, venho aqui fazer um apelo. Não é por nada, eu entendo que tem caras que estão interessados e caras que não estão, que tem caras que são mais ocupados, mais desencanados, mais naturalmente tímidos e etc. Eu super compreendo isso, agora o que eu não compreendo é porque a pessoa que costuma demorar em média 5 minutos pra me responder mensagens, assim, de um dia para o outro passa a demorar 2 horas. Isso, minha gente, eu não consigo entender.

Isso é desesperador pra qualquer mulher, mexe com a saúde mental da pessoa sabe?! A pessoa sempre te responde rápido, sempre atende as suas ligações, sempre esta ALI. Passou os últimos dias puxando assuntos esdrúxulos com você. Ai você pensa, “poxa, vou ser legal hoje, vou demonstrar interesse pra não dizer que não estou nem aí” e a pessoa faz o que??? Demora 2 horas pra responder o seu “hello” (super fofo, diga-se de passagem), com um “e aii” bem do sem graça. Agora me fala, é ou não é, pra mandar tomar no cu?

Aí vem aquela sua amiga super equilibrada e sensata (porque o problema não é dela) e diz que “ele deve estar ocupado”, bom, então ele não esteve ocupado em nenhum momento nas últimas semanas, já que ele passou horas no papo furado comigo durante todo esse tempo. A única desculpa plausível pra isso seria: “puts, é que cortaram a minha mão fora, ai não consegui te responder”.

Entendam, o problema não é o cara demorar pra responder, eu consigo entender que um cara que sempre demora pra responder, sempre vá demorar pra me responder. Ou que um cara que as vezes demora 5 minutos e as vezes demora 2 dias, seja imprevisível. O que me incomoda são os que: uma hora estão e outra hora não. Sério gente, vamos ser claros nas intenções e poupar a gastrite do coleguinha, muito mais simples.

Eu acho que as pessoas seriam muito mais felizes assim, economiza energia, como diria uma amiga minha “ou o telefone toca, ou não toca”, sem esperar a mensagem alheia que não vai chegar. Você só fica no papo furado se tiver algum interesse, eu só te respondo se eu tiver interesse e o mundo continua girando, assim eu não perco meu tempo e você não perde a sua paciência, combinado?

Esse povo que fica mandando mensagens cruzadas… brincadeira viu…

Aceita que dói menos

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Tem 4 bofes na minha vida nesse momento. Quando eu digo “na minha vida” quero dizer estão ai presentes, porque pegar mesmo eu não estou pegando nenhum deles.

E que abram as portas da esperança…

O bofe número um é o Fraldo. Ele, como vocês podem imaginar, é mais novo, 3 anos mais novo pra ser mais exata e, sim, antes que você me denuncie, ele é maior de idade. Eu conheci esse nego a dois anos atrás, numa balada qualquer, detalhe, enquanto estava pegando o amigo dele, que é lindo (moreno, alto, bonito E sensual), mas não é muito esperto, e ele mesmo foi quem me apresentou o Fraldo. Estávamos na área de fumantes, devido ao calor digno dos mármores do inferno de dentro da balada, e o fofinho resolveu me apresentar para os amigos dele, ele aparentemente achava que tinha o amigo perfeito para apresentar para a minha amiga e eu fingi estar interessada no papo, porque é isso que as mulheres fazem. Aconteceu que, uma vez que ele me apresentou o tal amigo, que no caso era ninguém menos que Fraldo, nós engatamos numa conversa que durou aproximadamente umas 3 horas. Inicialmente nenhum dos dois tinha qualquer intenção de se pegar, mas depois de conversar todo esse tempo com ele, sem ficar sem assunto, tive que admitir que o menino era realmente esperto. E gente boa. E tinha senso de humor. E não dava pra negar que ele era bonito também (Multiplica Senhor). Aí eu fingi não perceber que ele também era infantil e nós tivemos um rolo relâmpago. Mas ai você me pergunta: Se foi relâmpago porque ele está sendo citado aqui? Bom, acontece que nós viramos amigos, acho que no fim das contas era nisso que a gente era bom mesmo. E apesar de eu estar muito, mas muito mesmo, satisfeita com essa situação, como toda mulher, eu também sou louca, então sempre rola um pensamento de “mas e se a conversa de 3 horas foi uma mensagem que o destino mandou pra dizer que we belong together e nós estamos ignorando?” e daí eu lembro que existem duas pessoas nessa relação e que uma delas (ele, caso vocês estejam na dúvida) não parece estar muito preocupada com o fato, então eu me obrigo a deixar pra lá também. Diariamente.

Agora o bofe número dois, o Pinóquio. Como o nome já deixa a entender, ele mente. Bastante. Eu descobri isso depois que nós já tínhamos terminado (infelizmente), mas, antes tarde do que nunca néam?! O que acontece é que, na época que estávamos juntos, esta pessoa me trocou por uma linda que eu apelidei ca-ri-nho-sa-men-te de Sapo Boi. Só que além da papada, esse ser mítico agora também tem chifre, já que o Pinóquio fez o favor de trair a menina com toda uma população brasileira e vira e mexe ele vem com uns papo estranho pro meu lado. Isso porque, é claro, depois de passada a minha ira, nós também viramos amigos (eu tenho essa mania insana de virar amiga de peguete, é um terror). E nós nos damos bem, ele sabe lidar comigo e daí eu penso que ele seria uma possibilidade, caso ele não fosse um tão completo cachorro.

Ai temos o bofe número 3, o Marido da D- Edge. Grudou em mim no dia que me conheceu, pediu telefone, Facebook, endereço, CPF, nome da mãe e marcamos o dia do casamento. Passou O MÊS falando comigo por Whats, mensagem pra lá, beijinho pra cá e ai você me pergunta: Mas então o que ele fez pra estar aqui? Nada. Ele não fez nada, não chamou pra sair, nem pra jantar, nem pra tomar sorvete. O máximo que este abobado fez, foi tentar me convencer a “aparecer” na festa que ele ia. Perceba, ele não disse, “vem comigo?” ele disse “vai lá”, ou seja, ele não queria sair COMIGO, ele queria que eu estivesse lá, porque assim ele tinha a garantia que pelo menos uma ele ia pegar. E eu ainda dei uma canja pra ele consertar a cagada dizendo que “eu até iria, mas, as minhas amigas não animaram e eu não vou pra lá sozinha”, ou seja, não, meu querido, eu não vou ficar indo atrás de você em festa, como diria Katy “Diva” Perry “you’ve got to wine and dine me”, até porque o Fraldo estaria na festa, logo, se alguém ia ser plano B de alguém, essa pessoa era o Marido.

E finalmente bofe número 4, o Lentinho. Qualquer cara que consegue ser apelidado por uma mulher de Lentinho já merece um prêmio, mas esse cidadão realmente merece uma condecoração por ser o maior bundão da galáxia. Ou por ser o maior indeciso, tem essa também. O menino conversa comigo por algo em torno de 6 meses, ele já me chamou pra sair inúmeras vezes (e cancelou todas), já esteve na mesma festa que eu (e sumiu) e daí você pensa “não quer nada comigo”, mas não, porque, por algum motivo que só o demônio pode explicar, ELE CONTINUA VINDO PUXAR ASSUNTO! Sério, eu já desisti de entender esse brother.

Não que eu esteja me descabelando por nenhum deles, pelo contrário, mas cansa né?!

Protesto por um mundo com menos “tô com saudades” e mais “desce que eu to passando”! #vemprarua #nãoépelos20centavos

Mulher não se apaixona, mulher cisma.

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Outro dia estava numa festa, eis que vira uma amiga minha:

Ela: – Nossa, sou apaixonada por esse cara desde o primeiro ano de facu

Eu: – Sério? Ele era da minha sala, entrou comigo na faculdade… É uma porta de burro.

Ela: – É mesmo?! Putz, mas eu nem ligaria pra isso, se ele me desse bola eu pegava.

Eu: – Mas porque você é tão apaixonada por ele? Vocês já se falaram, já se pegaram, se conhecem de algum lugar?

Ela: – Não, eu só vi ele na faculdade e sei lá, me apaixonei. Acho que foi o estilinho.

Agora vamos lá, o que ela realmente sabe sobre este bofe? Nada. Então como é possível que ela tenha passado anos apaixonada por esse cara? Não é possível. Isso porque a minha amiga não está a apaixonada por este bofe, e sim pela ilusão de príncipe encantado que ela criou dentro da cabeça dela e que, não por acaso, tem a mesma cara deste bofe.

E sabe, ela não é a primeira mulher a fazer isso, porque vamos ser sinceras, mulher ADORA achar uma vítima pra ser objeto de adoração. Veja o exemplo da minha amiga, ela nunca trocou duas palavras com o cara, ela não sabia nem se ele tinha bafo e já estava apaixonada. E o pior de tudo, mesmo depois de ouvir que ele tinha um senhor defeito (a primeira informação real, de alguém que conheceu o indivíduo) ela continuou com a ilusão. 

Agora digamos que a situação acontecesse de forma inversa: Eu chegasse pra ela dizendo que ia apresentar um amigo, lindo, porém muito burro, vocês acham que ela ia achar o cara tudo isso? Não.

E por isso eu digo que isso não tem nada a ver com paixão, mulher cisma. Se a querida coloca na cabeça que quer pegar o cara, não há demônio que faça ela mudar de ideia. Ele pode chegar e falar que não lava o cabelo faz uma semana (acredite, isso já aconteceu), ainda assim, ela vai querer ficar com ele.

Sabe, pensando nisso, os caras deveriam explorar melhor esse momento de irracionalidade de nós mulheres, porque essa é a hora que nós passamos por cima de quase tudo, o cara pode ser um cafajeste, ter namorada, não ter uma perna, ser gay e nós vamos continuar hipnotizadas pensando “não, ele é o cara perfeito pra mim”, porque claro, isso só passa depois que você pega o cara. Ai é quando a realidade bate e você percebe que quando a sua amiga disse que ele não era dos mais educados, ela estava sendo gentil.

Mas calma, não pense que acaba ai. Antes de você desencanar totalmente do menino, você vai passar pela fase que eu gosto de chamar de Complexo de Vanessa Paradis, que consiste em:

Nós temos um garoto problema, que conhece uma mulher que muda sua vida e se torna o homem perfeito.

Ou seja, você acha que, seja lá qual for o problema dele, você vai consertar. Porque, ÓBVIO, você é linda e diferente de todas as mulheres que ele já conheceu na vida. E nem adianta negar querida, todas nós pensamos isso.

E então é claro que ele não vai mudar, porque as coisas não funcionam assim, e vai cagar  na sua cabeça, porque diferente do que você pensou, as mulheres que ele conheceu se parecem bastante com você. Nesse momento você vai acordar pra vida, ver o quanto ele é babaca e procurar uma nova cisma. Porque mulher não vive sem um objeto de adoração, nem que esse objeto seja de chocolate.

Como diria uma amiga minha:

Se fosse fácil não chamava vida, chamava biscate.