O álcool e o meu celular.

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Eu acho que alguém tinha que inventar um aplicativo que coloca o seu celular no modo de emergência e só permite que você ligue para a polícia, os bombeiros ou o 99táxis todas as vezes que você tenta usar o celular bêbada. Porque se tem duas coisas que não combinam nessa vida, é o álcool e o seu celular, juntos na mesma balada.

Eu não sei o que acontece, mas parece que quando você fica bêbado as pessoas que estão com você simplesmente não bastam, você pode estar com 50 amigos, 2 peguetes e 5 prospects, não interessa, os contatos do Whatsapp que não estão presentes vão sempre parecer mais interessantes. E é exatamente aí que mora o perigo, porque a maioria dos contatos que não estão na festa normalmente estão sóbrios, e você… Bom, você não.

Isso sem contar que bêbado é uma desgraça né?! Você nunca sabe a hora de calar a boca, tudo que você está fazendo, seja vendo grama crescer ou dando em cima do mocinho do bar, parece uma notícia digna de capa de revista.

E a intimidade então? Se der o celular na minha mão eu sou capaz de mandar DM até pro Caio Castro dizendo: E aí gatinho, onde você tá?!

Saudades senso do ridículo.

Bom, seguindo essa linha de pensamento, eu resolvi que levar outro celular (mais baratenho e passível de roubo) para a balada seria uma brilhante ideia, já que eu não ia ter que me preocupar em perder o celular (que me custou um rim e dois dedos do pé), nem tampouco correr o risco acabar os romances que ainda nem começaram, eu mataria 2 coelhos com uma caixa d’água só não é mesmo???!! Não, porque por algum motivo bizarro (mea culpa, mea máxima culpa), o meu Whatsapp sincronizou os contatos dos dois celulares, ou seja, logo no primeiro final de semana eu já fiz o favor de mandar mensagens para TODOS os meus contatos do app.

O pior de tudo é que não eram mensagens normais, do tipo: Eai!

Eram coisas completamente sem noção, do gênero: “Onde você tá?!” dedicada ao Carinha Que Eu Ainda Não Peguei, “Qual é a boa de hoje?” dedicada ao Meu Ex, ás 3 da manhã (porque timing é tudo na vida), “Comom você tá, vamos sair?” dedicada ao Meu Amigo Que Está No Intercâmbio, ás 4:30 AM (novamente com o timing) e finalmente “Passeiz na frent do burdog e lemlbreu de vicê” dedicada ao Meu Amigo Gato por volta das 5 da manhã (eu não faço ideia do porque eu mandei essa).

É claro que tiveram muitas outras, contando com uma conversa inteira por áudio com uma amiga, contando sobre os perigos de se pegar um ônibus sozinha na madrugada de Londres.

Na manhã seguinte eu não sabia se mandava mensagem avisando “mal ae galera”, se só fazia a Shakira e fingia que nada a aconteceu ou se cavava um buraco no chão, me jogava dentro e pedia pra alguém cimentar, me poupando de ter que encarar aquelas pessoas algum dia. Mas, como era de se esperar, meu bom senso venceu a ressaca e eu fiz a completa louca e optei pela segunda opção. Afinal de contas, maturidade e seriedade sempre né gente?!

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Need some help

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Gente, alguém me explica que eu não entendi.

Você vai à festa, toda trabalhada na beleza, e depois de beber todo o whisky disponível na festa pega um cidadão. Ele é bonitinho, um velho conhecido seu que namorava mas não namora mais, nada programado, ele é mais legal do que você se lembrava (talvez o whisky tenha alguma coisa a ver com isso) e pega muito melhor do que você imaginava (amém), até ai tudo lindo. Vocês casam na balada e ele te leva pra casa no fim da festa.

E viveram felizes para sempre né?! Não.

Cheguei na minha casa, já beirando a sobriedade, olhei no espelho e achei a menina do chamado me encarando de volta, o único problema é que essa menina do chamado é a mesma que ocupa a foto do meu RG e que por acaso, devia ser a mesma que estava no carro com o bonitinho conhecido. Merda. Ele não vai me procurar nemmmm a pauladas, pensei eu, e segui feliz com a minha vida.

Só que eu estava errada e eis que no domingo seguinte da festa, o limmdo entra em contato pelo face perguntando “se eu já estava recuperada da ressaca?”, e não só mandou mensagem como mandou do celular (uma palma para o Facebook dedo-duro). A gente pensa, gamou né?! Não deu nem pra esperar chegar em casa pra fingir que “estava lá no face sem fazer nada e vi você online”, mas ok. Eu, como toda boa moça que faz doce, esperei umas boas horas e respondi. Tudo lindo, um tempo depois o face me conta que ela já visualizou a maldita, ficou online e? E, e, e??? E eu pergunto: Brasil o que aconteceu?

Nada.

Ele não respondeu. Não comentou, não me deletou to face e acabou logo com essa palhaçada, não mandou uma mensagem cortando o assunto, não se dignou nem a um “hahaha” (o novo “não to afim de falar com você”). Mas por favor, alguém pode me explicar o que aconteceu aqui? Porque eu não entendi.

E não era nem que eu estava super querendo pegar ele de novo, ele era tipo uma daquelas balinhas de consultório sabe?! Você pega porque está ali, não porque você está com uma vontade louca de comer bala. Mas eu merecia pelo menos uma resposta né? Isso é educação, gente!

Bom, meu amigo falou que eu devo dar uma chance para o rapaz até a amanhã, só por caridade, então veremos. Se não já parto pra outro, porque como diria meu cabeleireiro, “eu não sou obrigada né?!”.

Beijos deusonicos pra você que também sofre com o mal do boy bipolar.

Houston, we have a problem!

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Incrível como a gente só percebe que perdeu o controle quando as sirenes da cagada estão já estão soando né?! Porque ninguém te avisa que vai dar merda no primeiro copo de Cuba Libre ao invés de no último?

Com a tecnologia de hoje em dia, seria tão imensamente mais fácil se Deus te mandasse um “whats” dizendo “Limmmda, no próximo copo você vai pegar o amigo do bophe, seja uma menina crescida e volte pra casa AGORA!” e pronto! Você iria pra casa, a sua consciência estaria tranquila e a sua reputação intacta. Mas a vida não é assim, no dia seguinte da festa você acorda, querendo saber a placa do trator que passou em cima da sua cabeça e lembra que além de dar show no pole dance você também pegou o amigo do lindo (aquele bonitinho que você ia apresentar pra sua amiga sabe?!) e essa lembrança puxa aquela outra, do dia que você foi na festa e falou um monte de besteiras e também a que você bebeu e esqueceu a bolsa no taxi e é exatamente nesse momento que você pensa

Preciso tirar minha vida do piloto automático, as coisas saíram do controle.

Daí você faz todas aquelas promessas que você já fez um milhão de vezes, a que não vai beber mais, a que não vai mais pegar os caras errados, a que vai falar menos e escutar mais, e todas as outras que todo mundo sabe que você não vai cumprir. No dia seguinte você vai até o salão, vai mudar o corte, vai passar umas duas ou três semanas sendo a boa menina que sua mãe sempre pensou que você fosse e depois de um tempo vai perceber que isso tudo é muito chato, então vai bagunçar sua franja nova, colocar o look mais ahazo que tem no seu armário e chamar azamiga pra fazer um esquenta, “porque hoje eu to pro crime!”. 

O fato é que todo mundo faz cagada de vez em quando, você, o seu cachorro, a sua mãe, a sua melhor amiga e até o bophe escândalo que você está tentando impressionar, então você só precisa tentar minimizar os danos das suas e saber ligar um foda-se de vez em quando.

Enquanto isso, continuaremos acendendo inúmeras velas de 7 dias em favor da campanha “Deus, arrume uma conta no Whatsapp!“.