Você consegue sozinha.

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Sabe, hoje eu li um texto que falava de como a gente se agarra a coisas desnecessárias pra se sentir mais seguro. É o boy que a gente sabe que não é bom pra gente, mas que a gente não quer deixar ir porque tem medo de ficar sozinha, é a casa dos pais que a gente tem medo de deixar e depois não conseguir se virar por conta própria, é a profissão que não faz a gente feliz, mas que a gente fica porque tem medo de não dar certo se começar outra do zero.

E isso é uma merda. Porque a gente tem tanto medo de ir sozinha? Porque sempre acha que não vai dar pé?

É tipo quando você é pequeno e seus pais falam que vão tirar as rodinhas da bicicleta. No começo você não quer de jeito nenhum, mas aí algum parente fdp muito legal e consciente, vai lá e tira, e você não tem outra opção a não ser aprender a andar naquela merda. Mas aí aprende e percebe que, realmente, você não precisa das rodinhas, a bicicleta funciona perfeitamente bem sem elas. Você consegue sem ajuda.

Essa é a real entendeu? Você consegue sem ajuda.

Talvez com ajuda seja mais fácil/confortável/agradável, mas você não PRECISA disso.

Então para um pouco e dá uma olhada na sua vida, o que tem aí que você realmente quer/precisa e o que está servindo de muleta? Tira as muletas, você não precisa delas e quanto antes você perceber isso, antes você vai conseguir atingir seus objetivos sem depender dos outros.

E não venha me dizer “é fácil falar, mas fazer é outra coisa” porque eu sei bem disso. Manja o limbo dos relacionamentos? Pois é, eu cheguei lá, abri um alçapão, desci três lances de escada e agora estou aqui, no calabouço do limbo dos relacionamentos. E pelo que eu ouvi dizer ainda pode ser que eu desça mais. Mas tudo bem, porque o que interessa é que meu cabelo continua crescendo e eu estou magra. Diva. Angel da Victoria’s Secret. Então foda-se, eu vou sobreviver. E você também, é só uma questão de tempo.

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Tudo o que a gente quer é uma garantia.

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Porque não basta estar com alguém que diz que gosta de você hoje, nós queremos alguém que diga gosta da gente hoje, amanhã e depois, e depois, e depois… Indefinidamente.

A gente quer poder fazer planos juntos para o carnaval do ano que vem e comprar as passagens, enquanto ainda estão com um preço razoável, sem ter que se preocupar se “vai durar até lá”.

A gente quer ter a certeza de que a pessoa que está do nosso lado é a “certa”, a que vai nos fazer mais feliz, a que vai nos amar mais e, mais importante que isso, se essa é a pessoa que nós vamos amar mais. Porque imagina só que desperdício seria se eu ficasse com essa enquanto tem outra, em algum outro lugar do mundo, que pode me fazer mais feliz.

A gente quer um método – “O Que Fazer Para Se Tornar Irresistível”– e respostas – “10 Sinais De Que Ele Está Afim De Você”.  Certezas de quem não tem nenhuma.

A gente quer ouvir histórias de alguém que também estava com dúvidas no começo da relação, mas que agora está casado e com filhos, mais feliz do que nunca.

A gente quer uma garantia, um sinal ou qualquer outra coisa que nos dê absoluta certeza de que não vamos quebrar a cara dessa vez, de que vai valer a pena, de que essa é a melhor escolha, de que vai dar tudo certo. Porque ninguém gosta de se jogar no escuro.

E isso não existe.

Talvez não dure até o carnaval e provavelmente existem várias pessoas no mundo que fariam você feliz, talvez até mais feliz do que está agora, mas nada garante que você vai encontrar essas pessoas, porque amores não tem garantias. E essa é a má noticia, a boa é que ninguém nunca morreu por isso e você não será a primeira. Brindemos.

A verdade é que tudo o que você pode fazer é se jogar no escuro e escolher aquela pessoa hoje, amanhã e depois, e depois, e depois… E torcer pra que ela te escolha de volta, e dar o seu melhor, e ter a certeza que se por acaso algum dia ela não te escolher está tudo bem, você vai ser feliz assim mesmo.

Não é sobre aparência

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Venho de longe e trago notícias: Eu voltei! E digo mais, voltei e voltei já pisando nazinimiga!!

Dancemos por essa vitória.

Mas agora vamos ao que interessa…

Era uma vez uma obsessão, quem sempre??? Já tinha fuçado todas as redes sociais e sabia tudo sobre o cidadão no Nível de Stalkeamento: Se cruzasse com a mãe na rua eu cumprimentava pelo nome. Além de, claro, falar do menino para as muitas pessoas que cruzavam meu caminho, porque, como todos sabemos, eu nunca aprendi a manter minha boca fechada. Eis que, em certa ocasião, enquanto comentava brevemente sobre a vítima em questão, com uma menina da minha sala, eu escuto um “nossa eu sou A-P-A-I-X-O-N-A-D-A por esse cara”. Detalhe importante: até esse momento ninguém tinha pego o bofe.

Para que você entenda o porquê do meu pânico, vá até o Google, digite Barbie no campo de busca, selecione a aba imagens e observe atentamente os resultados mostrados.

Essa é a menina. Já mencionei que ela tinha pernas longas?

Agora, eu não sou o tipo de mulher que se intimida facilmente e você também não deve ser, mas quando você tem uma quase modelo da Victoria’s Secret querendo o mesmo homem que você, as coisas ficam complicadas. Então eu fui humana e pensei: “CARALEO, em que mundo este homem vai me dar bola com ESTA mina dando em cima dele???? Só se for no universo paralelo em que eu nasci com a cara da Gisele Bundchen”, porque essa é sempre a primeira coisa que nós, reles mortais que não temos um metro e meio de só de pernas, pensamos. E é ok pensar assim por alguns minutos, até a realidade bater e você ver que não, afinal de contas você é a Imperadora Triunfal do Universo Deusônica e nem com quatro metros inteiros de pernas magras, essa sirigaita vai passar na sua frente na fila da vida.

È claro que depois dessa conversa eu percebi que teria que agir, a menina ainda não tinha se movimentado, mas parecia disposta a tal, então fiz o que toda mulher sensata faria no meu lugar: fui pedir ajuda para os universitários amigos no Whatsapp. E depois de muita confabulação chegamos à conclusão mais óbvia e simples que um macaco com meio cérebro poderia ter chego, mas que eu, por pura teimosia, não queria aceitar: adicionar o menino no Face e puxar um assunto. Esse era o plano maligno. Malévola não seria tão criativa, não?!

O assunto não era o problema, afinal de contas, se tem uma coisa que eu aprendi com esses anos todos de vida, foi que, quando a pessoa está interessada, pouco importa se você está falando de canecas ou de física nuclear, o que me preocupava era exatamente a possibilidade de não haver um interesse. Mas aí eu tomei coragem, sabendo que, se desse merda eu ia ter que olhar pra cara do infeliz pelo próximo mês inteirinho, e puxei o FUCKING assunto.

E ele respondeu, não só respondeu como deu continuidade e ficamos nesse trelêlê por dias, meses até. É claro que nesse ínterim eu tive incontáveis nóias, que transitavam livremente do “Acho Que Ele Só Está Sendo Educado” até o “Será Que Ele Está Fazendo A Mesma Coisa Com a Srta. Pernas Longas?”, ele não estava, mas eu não sabia disso e não tinha como perguntar pra menina sem contar sobre o trelêlê e levantar essa lebre, desnecessariamente, então sofri calada enquanto passava aulas e mais aulas, forçando o meu astigmatismo enquanto tentava enxergar as conversas dela no Whats da fileira de trás. Sim, eu tenho a idade mental de uma adolescente de quinze anos.

Mas até aí eu estava tranquila, ela parecia ter desistido do rapaz e eu tinha um date marcado. Não contavam com a minha astúcia. Eis que, um belo dia, chega a linda com uma MICRO SAIA na aula. Um frio de cair o cu da bunda e a mina me aparece de mini saia de babados, é sério isso? É claro que todas as cabeças masculinas fizeram a menina do exorcista só pra observar os metros de perna. E é nessas horas que a gente se engana dizendo “mas eu tenho personalidade e bom humor”, como mulher gosta de se iludir, né?! Mas aí chegou o fim da aula e ele estava sem carro, então muito gentilmente eu ofereço uma carona e penso o quão esperta eu sou por lançar esse golpe de mestre, há! E a quenga vira e fala “ah, acho que qualquer uma das duas pode levar ele…”.

Oi? Quem te chamou aqui querida?

Quase que eu perdi a linha e falei “qualquer uma das duas pode, mas quem vai levar sou eu, beijos”, mas então resolvi ser civilizada e respondi apenas com um “É, né…”, que é a resposta padrão para quando você quer mandar a pessoa à merda, mas está fingindo educação.

No fim das contas o boy magya negra foi comigo, saiu comigo e ficou comigo. E enquanto isso, num reino muito, muito distante, a Barbie lamenta sua perda, cruzando e descruzando as pernas com sua Mini Saia da Apelação.

Bitch please, não seja um poser.

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Não existe nada mais chato do que alguém tentando ser o que não é.  Aquela encenação barata nunca cai bem, é como assistir um cachorro andando nas patas traseiras, incomoda a vista, fica desconfortável. Da vontade de dizer “por favor, para que ta feio” mas você não pode, porque a pessoa em questão não vai te ouvir em 11 de cada 10 casos, elas nunca ouvem, estão sempre muito ocupadas tentando enganar o resto do mundo.

E quando é amigo seu então?! Você fica lá do lado só pensando, gente, mas quem é essa pessoa? Ele não assim!

Normalmente inseguros (muito, absurdamente), tem dificuldade em acreditar que sejam suficientes simplesmente sendo o que são.  Que não vão chamar atenção, não vão ser notados, nem amados, admirados e invejados. Não vão pegar as pessoas mais bonitas da festa, não vão tirar as fotos mais legais e não vão ser amigos dos mais influentes. Mas o que eles não sabem ou não conseguem enxergar é que sim, eles são suficientes, todos somos, sendo exatamente – EXATAMENTE – quem somos. Fica mais natural sabe?!

Dá pra ver nos olhos o esforço que o outro faz quando está tentando agradar o universo inteiro, é cafona isso gente pelamordedeus!

Deixa de teatro, só seja, tenha coragem de ser exatamente quem você é mesmo com todos os defeitos que você sabe que tem (porque todo mundo tem defeitos galera, quanto mais cedo vocês aceitarem os seus, mais cedo vão ser felizes) e as pessoas vão te notar, acredite em mim. As pessoas vão te amar muito e vão te amar pelos motivos certos, elas vão estar por perto mesmo sabendo que você combina roxo e laranja e come pizza com abacaxi, porque isso não faz a menor diferença. E quem não estiver por perto é porque não era pra estar, porque realmente não combina com você, com quem você é, e não há teatro no mundo que conserte esse tipo de incompatibilidade.

Eu tenho uma amiga que passa pelo menos 20% do ano brigada comigo, nós brigamos a cada 3 meses, as vezes menos, pelos mais variados motivos. Nós duas temos inúmeros defeitos e já fizemos o favor de jogar isso uma na cara da outra diversas vezes (sinceridade, a gente vê por aqui), mas isso não importa, o que importa é que mesmo sabendo que mais dia, menos dia, vai rolar um ódio mútuo por conta de outra briga, nós ainda somos amigas. Porque amor é isso gente, é gostar do outro mesmo sabendo que ele é insuportável, todo resto é silêncio.

Então não esquece, você é suficiente, você é incrível e maravilhoso e todo mundo (que importa) acha isso, agora só falta você.

O álcool e o meu celular.

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Eu acho que alguém tinha que inventar um aplicativo que coloca o seu celular no modo de emergência e só permite que você ligue para a polícia, os bombeiros ou o 99táxis todas as vezes que você tenta usar o celular bêbada. Porque se tem duas coisas que não combinam nessa vida, é o álcool e o seu celular, juntos na mesma balada.

Eu não sei o que acontece, mas parece que quando você fica bêbado as pessoas que estão com você simplesmente não bastam, você pode estar com 50 amigos, 2 peguetes e 5 prospects, não interessa, os contatos do Whatsapp que não estão presentes vão sempre parecer mais interessantes. E é exatamente aí que mora o perigo, porque a maioria dos contatos que não estão na festa normalmente estão sóbrios, e você… Bom, você não.

Isso sem contar que bêbado é uma desgraça né?! Você nunca sabe a hora de calar a boca, tudo que você está fazendo, seja vendo grama crescer ou dando em cima do mocinho do bar, parece uma notícia digna de capa de revista.

E a intimidade então? Se der o celular na minha mão eu sou capaz de mandar DM até pro Caio Castro dizendo: E aí gatinho, onde você tá?!

Saudades senso do ridículo.

Bom, seguindo essa linha de pensamento, eu resolvi que levar outro celular (mais baratenho e passível de roubo) para a balada seria uma brilhante ideia, já que eu não ia ter que me preocupar em perder o celular (que me custou um rim e dois dedos do pé), nem tampouco correr o risco acabar os romances que ainda nem começaram, eu mataria 2 coelhos com uma caixa d’água só não é mesmo???!! Não, porque por algum motivo bizarro (mea culpa, mea máxima culpa), o meu Whatsapp sincronizou os contatos dos dois celulares, ou seja, logo no primeiro final de semana eu já fiz o favor de mandar mensagens para TODOS os meus contatos do app.

O pior de tudo é que não eram mensagens normais, do tipo: Eai!

Eram coisas completamente sem noção, do gênero: “Onde você tá?!” dedicada ao Carinha Que Eu Ainda Não Peguei, “Qual é a boa de hoje?” dedicada ao Meu Ex, ás 3 da manhã (porque timing é tudo na vida), “Comom você tá, vamos sair?” dedicada ao Meu Amigo Que Está No Intercâmbio, ás 4:30 AM (novamente com o timing) e finalmente “Passeiz na frent do burdog e lemlbreu de vicê” dedicada ao Meu Amigo Gato por volta das 5 da manhã (eu não faço ideia do porque eu mandei essa).

É claro que tiveram muitas outras, contando com uma conversa inteira por áudio com uma amiga, contando sobre os perigos de se pegar um ônibus sozinha na madrugada de Londres.

Na manhã seguinte eu não sabia se mandava mensagem avisando “mal ae galera”, se só fazia a Shakira e fingia que nada a aconteceu ou se cavava um buraco no chão, me jogava dentro e pedia pra alguém cimentar, me poupando de ter que encarar aquelas pessoas algum dia. Mas, como era de se esperar, meu bom senso venceu a ressaca e eu fiz a completa louca e optei pela segunda opção. Afinal de contas, maturidade e seriedade sempre né gente?!

Mulher não se apaixona, mulher cisma.

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Outro dia estava numa festa, eis que vira uma amiga minha:

Ela: – Nossa, sou apaixonada por esse cara desde o primeiro ano de facu

Eu: – Sério? Ele era da minha sala, entrou comigo na faculdade… É uma porta de burro.

Ela: – É mesmo?! Putz, mas eu nem ligaria pra isso, se ele me desse bola eu pegava.

Eu: – Mas porque você é tão apaixonada por ele? Vocês já se falaram, já se pegaram, se conhecem de algum lugar?

Ela: – Não, eu só vi ele na faculdade e sei lá, me apaixonei. Acho que foi o estilinho.

Agora vamos lá, o que ela realmente sabe sobre este bofe? Nada. Então como é possível que ela tenha passado anos apaixonada por esse cara? Não é possível. Isso porque a minha amiga não está a apaixonada por este bofe, e sim pela ilusão de príncipe encantado que ela criou dentro da cabeça dela e que, não por acaso, tem a mesma cara deste bofe.

E sabe, ela não é a primeira mulher a fazer isso, porque vamos ser sinceras, mulher ADORA achar uma vítima pra ser objeto de adoração. Veja o exemplo da minha amiga, ela nunca trocou duas palavras com o cara, ela não sabia nem se ele tinha bafo e já estava apaixonada. E o pior de tudo, mesmo depois de ouvir que ele tinha um senhor defeito (a primeira informação real, de alguém que conheceu o indivíduo) ela continuou com a ilusão. 

Agora digamos que a situação acontecesse de forma inversa: Eu chegasse pra ela dizendo que ia apresentar um amigo, lindo, porém muito burro, vocês acham que ela ia achar o cara tudo isso? Não.

E por isso eu digo que isso não tem nada a ver com paixão, mulher cisma. Se a querida coloca na cabeça que quer pegar o cara, não há demônio que faça ela mudar de ideia. Ele pode chegar e falar que não lava o cabelo faz uma semana (acredite, isso já aconteceu), ainda assim, ela vai querer ficar com ele.

Sabe, pensando nisso, os caras deveriam explorar melhor esse momento de irracionalidade de nós mulheres, porque essa é a hora que nós passamos por cima de quase tudo, o cara pode ser um cafajeste, ter namorada, não ter uma perna, ser gay e nós vamos continuar hipnotizadas pensando “não, ele é o cara perfeito pra mim”, porque claro, isso só passa depois que você pega o cara. Ai é quando a realidade bate e você percebe que quando a sua amiga disse que ele não era dos mais educados, ela estava sendo gentil.

Mas calma, não pense que acaba ai. Antes de você desencanar totalmente do menino, você vai passar pela fase que eu gosto de chamar de Complexo de Vanessa Paradis, que consiste em:

Nós temos um garoto problema, que conhece uma mulher que muda sua vida e se torna o homem perfeito.

Ou seja, você acha que, seja lá qual for o problema dele, você vai consertar. Porque, ÓBVIO, você é linda e diferente de todas as mulheres que ele já conheceu na vida. E nem adianta negar querida, todas nós pensamos isso.

E então é claro que ele não vai mudar, porque as coisas não funcionam assim, e vai cagar  na sua cabeça, porque diferente do que você pensou, as mulheres que ele conheceu se parecem bastante com você. Nesse momento você vai acordar pra vida, ver o quanto ele é babaca e procurar uma nova cisma. Porque mulher não vive sem um objeto de adoração, nem que esse objeto seja de chocolate.

Como diria uma amiga minha:

Se fosse fácil não chamava vida, chamava biscate.

Tem gente que escolhe ser feliz

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Sabe, eu sou uma pessoa feliz, verdadeiramente feliz, do tipo que não importa o que aconteça vai arrumar algum motivo para sorrir, eu sou tão feliz que as vezes as pessoas chegam a ficar irritadas, porque elas não conseguem entender o motivo de tanta felicidade. Lógico que eu também tenho meus dias ruins como todo o resto da humanidade, mas eles não são muitos.

E ai me aparece uma amiga, que eu ADORO e que é uma pessoa ótima, mas que SÓ reclama. Entra dia, sai dia e toda vez que a fofa vem falar comigo é uma desgraça nova. Já até comecei a pular a parte do “tudo bem?” das conversas informais no face, porque já sei que lá vem pedrada.

Eu sei que consolar amigas faz parte, mas depois de dois meses falando a mesma coisa, você espera que a linda já esteja melhor néam?! Porém não, porque, aparentemente, a cada vez que ela resolve um problema ela arruma mais dois.

Gente, vamos lá, prestem bastante atenção nisso, essa pessoa quer ser infeliz! É uma escolha, não importa o que a amiga linda dela diga, ou quantos caras gatos cheguem nela, ou quantas coisas boas aconteçam na vida dela, porque ela vai sempre, S-E-M-P-R-E, achar um novo problema, uma nova desgraça pra chorar.

Ai você pensa “coitada, ela está deprê”.

E eu te respondo, então sai da deprê caramba! Sério gente, só fica na bad quem quer ficar na bad.

A equação é muito simples:

Você tem um problema. Um exemplo besta: o mais novo boy maravilha não te responde no Whatsapp. O que você pode fazer para RESOLVER esse problema? Nada.

O celular é dele, o dedo é dele e a vontade de responder idem. Sendo assim, a não ser que você faça a Shakira (loca loca, loca…) e obrigue o rapaz a te responder com ameaças ou qualquer coisa assim, você não pode fazer absolutamente nada. Então aceita que dói menos.

Aceita, larga o celular, liga o foda-se e vai fazer alguma outra coisa, tipo seguir com a sua vida.

A partir do momento que você ligar o foda-se isso passa a não ser mais um problema, é tipo uma mágica. Você simplesmente deixa pra lá, porque não há mais nada que você possa fazer.

Mas perceba, o que eu estou tentando dizer aqui, não é pra você tocar um foda-se pro mundo, mas sim para você analisar o problema, encontrar as soluções possíveis, escolher uma delas e seguir com a sua vida. Sem choro nem vela. Em outras palavras, não fique morando com o problema, totalmente na inércia, na indecisão, esperando as coisas acontecerem, faça alguma coisa para tirar isso da sua lista de problemas. Nem que para isso, você tenha que simplesmente aceitar que aquele problema não tem solução.

Isso minha amiga, é escolher ser feliz. ESCOLHER entendeu bem? Porque você não espera que a felicidade venha e de um tapa na sua cara, você vai atrás dela.